Powered By Blogger

20/09/2011

Quanto custa o saboroso bife amazônico

Um delicioso bife de 500 gramas de gado amazônico, produzido com sete mil gramas de dióxido de carbono e sete mil litros de água misturados com arrotos de metano, é a receita ideal da mudança climática.Belém, Brasil, 19 de setembro de 2011 (Terramérica).- A indústria pecuária é um dos contribuintes mais importantes para o agravamento da mudança climática. A crescente capacidade dos consumidores leva à substituição dos cereais por carne e produtos lácteos na dieta. Esta tendência, combinada com práticas de produção insustentáveis, particularmente na Amazônia brasileira, pode levar ao colapso da selva úmida e dos serviços de equilíbrio ambiental que presta ao planeta.O informe 2009 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) diz que a expansão da atividade pecuária responde por 18% das emissões de gases-estufa, e do desmatamento em alguns países, enquanto gera menos de 2% do produto bruto mundial. Esta escassa contribuição ao produto mundial exige, no entanto, 26% das terras livres de gelo para pastagem e 33% das terras agrícolas para produzir o alimento consumido pelo gado.Há uma forte pressão para duplicar a produção pecuária, que de hoje até 2050 passaria de 228 para 463 milhões de toneladas, elevando a quantidade de cabeças de gado em mais de 73%. Desde a década de 1970, o governo brasileiro fomenta a criação de gado bovino. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destina mais de US$ 10 bilhões à indústria da carne, 30% para empréstimos, 60% para aquisições (como as das firmas JBS-Friboi e Marfrig), e 10% para futuras compras.A tradição de roçar e queimar as terras para roubar áreas para agropecuária da selva amazônica faz o planeta perder o serviço que lhe presta a biodiversidade de suas florestas. Essas práticas liberam na atmosfera enormes volumes do gás-estufa dióxido de carbono. O desmatamento amazônico representa aumento entre 5% e 6% das emissões desse gás-estufa e contribui em 75% para a vasta produção brasileira de carbono na atmosfera.Até 2009, foram desmatados 74 milhões de hectares, 15% da Amazônia brasileira. Esta área equivale aos territórios de Alemanha, Áustria e Itália juntos e quase em sua totalidade destina-se ao pastoreio. A carne bovina é um alimento saboroso. Mas seu preço final, ainda que alto, não reflete o alarmante custo real de sua produção, já que, para obter um quilo de carne, são liberados 15 mil quilos de dióxido de carbono e exigidos 14 mil litros de água.A carne da Amazônia é um alimento extremamente caro por seu custo ambiental, social e econômico. A produção de carne bovina amazônica tem impactos sociais, pois gera pouco emprego, e mal remunerado. Em algumas fazendas brasileiras a escravidão e o trabalho infantil ainda são uma prática normal. O traslado da produção pecuária para a Amazônia nos últimos 50 anos não registra antecedentes na história.Se projetarmos o crescimento do gado no Brasil para os próximos 20 anos, com base no registrado entre 1994 e 2007, teremos 103,7% de bovinos amazônicos em 2030, o que pode produzir o desmatamento de 55% dessa região brasileira. Todos os fatores contradizem o compromisso brasileiro de reduzir suas emissões de gases-estufa. O desafio para os governantes é responder à demanda de carne do mercado sem afetar a igualdade social, o meio ambiente e a saúde pública.É urgente empreender ações para transformar a cadeia de valor da produção pecuária e de carne. Devemos promover: - Políticas e regulamentações nacionais e internacionais para obter uma produção social, ambiental e economicamente sustentável; - A formalização de todas as atividades da cadeia de produção, com ênfase na região amazônica; - Sistemas de monitoramento que assegurem a implantação das políticas e regulações e contribuam para o cumprimento da lei; - Políticas sustentáveis e inclusivas que contemplem as necessidades das comunidades rurais tradicionais, camponeses e pequenos produtores, para ampliar sua capacidade de produzir de maneira mais eficiente e sustentável, e para beneficiá-los de uma participação ativa na cadeia de valor da produção pecuária e de carne e nos serviços técnicos e financeiros; - Criação de consciência em nível mundial entre os consumidores sobre o custo real da carne bovina; - Criação de consciência ambiental entre as comunidades rurais brasileiras, incluindo-as no monitoramento do impacto da produção de gado em seus meios de vida e diversificando estratégias que valorizem a selva, como a prestação de serviços ambientais e a venda de outros produtos que contribuam para manter a biodiversidade; - Maior pesquisa para garantir que os estudos sobre a cadeia de valor da indústria incluam o impacto ambiental e econômico em comunidades que sofrem exclusão; - Estratégias de melhores práticas e tecnologias mais sustentáveis a fim de tornar mais eficiente o uso dos recursos.* João Meirelles Filho é diretor e Maria José Barney González é consultora do Instituto Peabiru, www.peabiru.org.br/index-.htm, com sede em Belém, Brasil. Direitos exclusivos IPS.Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

http://envolverde.com.br/

1

Artigo

Biodiversidade, água, energia. Quando cuidaremos das nossas torres?


por Washington Novaes*

Na manhã de 11 de setembro de 2001, o autor destas linhas estava em Tefé, no Amazonas, preparando-se para embarcar no porto rumo à Reserva de Mamirauá, lá pelas bandas dos rios Japurá e Solimões, onde seriam gravadas cenas para um documentário da TV Cultura de São Paulo chamado Biodiversidade: Primeiro Mundo é Aqui.Sentado na calçada em frente a um hotel, olhava enquanto a equipe carregava numa van os equipamentos de gravação. Até que o porteiro do hotel, correndo e batendo uma mão na outra, veio dizer, esbaforido: “Um avião derrubou o maior prédio de Nova York. Está lá, na televisão”. De fato, estava, deixando-nos todos perplexos. Mas era preciso partir. As “voadeiras” que nos levariam pararam, entretanto, num posto flutuante de combustíveis e lá havia uma televisão que mostrava um segundo avião derrubando uma segunda torre. Porém, não tínhamos como esperar uma explicação, seguimos adiante. Nos cinco dias seguintes, como em Mamirauá não havia televisão nem telefone, ficamos, todos a circundar a reserva, a ver só água e florestas, sem nenhuma notícia, imaginando: será a terceira guerra mundial? Só no fim do quinto dia, num posto flutuante do Ibama, pudemos ver um noticiário de TV e entender o que acontecera.Já se sabia, nesse 2001, que o Brasil detinha entre 15% e 20% da biodiversidade mundial e que esta é a maior riqueza real, concreta, do planeta (medicamentos, alimentos, materiais). Já se lutava, em várias frentes, por uma política de conservação efetiva para o bioma. Passados dez anos, o cálculo que se faz é de que 18% da floresta já tenha desaparecido e que se chegar a 20% pode haver “uma inflexão”, como tem advertido o conceituado biólogo Thomas Lovejoy (Folha de S.Paulo, 14/8): poderá haver mudanças fortes no regime de chuvas, afetando também Mato Grosso, o Sul do país, até a Argentina. Experiente, Lovejoy diz que não devemos nos preocupar com ameaças do exterior, porque o mais grave já está aqui: “A pior forma de biopirataria é a destruição da floresta”.Muitas vozes se somam à dele. O professor Paulo Moutinho, da Universidade Federal do Pará, lembra que “as florestas tropicais são o ar-condicionado do planeta” (Eco 21, julho 2011). O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos alerta que “a miséria está transformando a Amazônia numa das principais rotas do tráfico internacional de armas e drogas” (Estado de S. Paulo, 1/9). O próprio secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se diz “muito preocupado” com o desmatamento, que “diz respeito a todos os países, é uma questão global”, até porque responde por 20% das emissões de gases que intensificam mudanças climáticas. E espera que esse seja um dos temas centrais da Rio+20 (Estado de S. Paulo, 18/6). Só que o desmatamento voltou a crescer: 1.435 quilômetros quadrados de agosto de 2010 a maio de 2011 (mais 24%) e 6.081 quilômetros quadrados de florestas degradadas no mesmo período (mais 363%) – principalmente ao longo das principais rodovias, 65% em áreas privadas, 24% em assentamentos. Uma progressão que leva o prudente Financial Times (31/8) a dizer que “a Amazônia é um teste político para a presidente Dilma”.Resta saber em que termos. A própria presidente autorizou a redução da área de parques e reservas para permitir discutíveis obras de hidrelétricas na região – que nem sequer terão como principal mercado os Estados do bioma: só 3,2% da energia de Belo Monte será consumida pelos paraenses e 4,1% pela Amazônia; 70% ficará para concessionárias de São Paulo e Minas, 14% para a Bahia (Diário do Pará, 31/8). Isto é, irá para linhões de transmissão, uma rede que já perde 17% e, segundo o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, precisaria ser praticamente toda trocada; foi implantada para resistir a ventos de até 80 quilômetros por hora e hoje enfrenta o dobro (Geodireito, 2/9).E não é só. As pastagens respondem pela ocupação de 62% das áreas de desmatamento medidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Estado de S. Paulo, 3/9). Mas o novo relatório sobre o Código Florestal, em discussão no Congresso Nacional, continua a abrir o facilitário para desmatadores, inclusive de reservas legais obrigatórias e áreas de proteção permanente – além de transferir para governos estaduais poder para legislar na área, facilitando as pressões locais de agropecuaristas e políticos.E tudo isso vai agravar a situação da Amazônia. Exatamente na hora em que novo estudo sobre a biodiversidade mundial aponta que ela tem mais que o dobro das espécies até agora apontadas (8,7 milhões, pelo menos, quando se contabilizavam 3,1 milhões). Se a Amazônia tem um terço da biodiversidade brasileira e esta corresponde a pelo menos 15% da biodiversidade planetária, a Amazônia terá quase 500 mil espécies. Quanto vale isso, lembrando, segundo Lovejoy, que só o comércio mundial de medicamentos derivados de plantas movimenta pelo menos US$ 250 bilhões anuais – e o Brasil nem sequer participa dele, porque não destina verbas suficientes para pesquisas, como recomenda a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência?Não bastasse, num momento em que o mundo agoniza com a chamada crise da água, cientistas descobrem a quatro quilômetros de profundidade, sob o Rio Amazonas, outro rio, que corre de Oeste para Leste em seis mil quilômetros e desemboca perto da foz do grande rio (Estado de S. Paulo, 25/8). Seu fluxo, de três mil metros cúbicos por segundo, é maior que o do Rio São Francisco. Em pouco mais de 20 minutos poderia abastecer com 350 litros (consumo diário) cada um dos 11,4 milhões de paulistanos. E isso num país que já tem quase 13% de toda a água superficial do planeta, fora a dos aquíferos subterrâneos.Biodiversidade, água, energia. Quando passaremos a dar prioridade em nosso pensamento político e na estratégia a fatores como esses, principalmente quando as sucessivas crises financeiras mundiais indicam que o mundo terá de valorizar recursos concretos, em lugar de papéis?* Washington Novaes é jornalista – wlrnovaes@uol.com.br.** Publicado originalmente no site do Movimento Xingo Vivo para Sempre.
Temperaturas mais altas favorecem a reprodução de espécies do Sul da Europa. Foto: rling

Biodiversidade

Aquecimento do Atlântico impacta 72% das espécies de peixes da Europa


por Redação EcoD

[caption id="attachment_28431" align="alignleft" width="300" caption="Temperaturas mais altas favorecem a reprodução de espécies do Sul da Europa. Foto: rling"][/caption]Benéfico para algumas espécies e prejudicial para outras, o aumento da temperatura no Oceano Atlântico foi alvo de pesquisas de estudiosos britânicos. As consequências das mudanças climáticas para a pesca comercial e a segurança alimentar estão no centro das discussões após a divulgação do trabalho, publicado no dia 16, no site da revista Current Biology.Foi notado que espécies características do sul da região, acostumadas a temperaturas mais quentes, se adaptam melhor às mudanças em relação aos que vivem em águas mais frias, como o bacalhau, que teve uma queda de 50% da população nas últimas três décadas.O fitoplâncton, camada de algas que compõe a alimentação de muitas espécies, o crescimento e a sobrevivência das larvas, além do tempo de maturação das ovas dos peixes sofrem diretamente a influência das mudanças climáticas na temperatura das águas. Ao menos 72% das espécies regionais sofreram alterações significativas, tanto para mais, quanto para menos. O estudo apontou que a cada quatro espécies, três apresentaram aumento populacional, enquanto as restantes estão migrando para áreas mais frias ou desaparecendo da costa.O nordeste do Atlântico europeu é conhecido como o centro das mudanças climáticas em virtude das elevações da temperatura na região, que pode atingir uma marca quatro vezes mais alta que a média mundial.Na revisão de 11 estudos publicados por cientistas europeus, os pesquisadores apontaram que essas alterações são apenas a “ponta do iceberg” em relação à modificação no ambiente marinho.* Publicado originalmente no site EcoD.
1

Artigo

Caminhando juntos: economia e meio ambiente


por Marcus Eduardo de Oliveira*

"Na espaçonave Terra não há passageiros. Todos somos tripulantes.” Herbert M. McLuhan (1911-1980)Inequivocamente, a primeira condição para mudar a realidade é conhecê-la. Os dados disponíveis, concernentes à agressão ambiental em escala mundial em nome do “progresso econômico (?)”, não deixam dúvidas: o forte desequilíbrio ambiental manuseado por mãos humanas que respondem aos ditames do deus-mercado precisa ser freado.À medida que o consumo ganha maiores proporções e torna-se sinônimo de prosperidade material, os recursos naturais vão sendo dilapidados e o meio ambiente, eixo de todo o sistema vida, sofre as consequências: desequilibra-se o sistema de chuvas, altera-se radicalmente o clima, desmata-se, polui-se, agride-se os lençóis freáticos, chove onde deveria fazer sol, há seca onde deveria ter água. A “salada química” é intensa: monóxido de carbono, dióxido de enxofre, eutrofização (degradação do ambiente aquático), pesticidas.Na busca desenfreada pelo bem-estar, pelo conforto, o homem se fecha numa visão míope e rompe seus laços com a Mãe Natureza. Que bem-estar é esse que degrada o ambiente? Que melhoria de vida é possível num ambiente natural caótico, desequilibrado, dilapidado? Isto é progresso? A expansão industrial, o ritmo alucinado do crescimento da economia somente fez violentar a natureza. Em nome disso, passamos a valorizar mais o som da buzina dos automóveis do que o som do canto dos pássaros. A fumaça das fábricas passou a ter mais valor que o cheiro do mato. A palavra de ordem dada pelo deus-mercado é CRESCER; pouco importa se a consequência disso seja DESTRUIR.Urge inverter-se essa lógica. O relacionamento entre a Terra e a Economia tem de ser harmonioso, visto que a segunda parte da primeira. Aqui reforçamos a ideia de que a economia nada mais é que um subconjunto do meio ambiente. É necessário, portanto, criar-se, em todos os aspectos, a boa sincronia entre a economia (atividade produtiva) e o ecossistema (a base dos recursos naturais) para se chegar ao verdadeiro progresso; o progresso que se sustentará ao longo do tempo sem ter feito os estragos em sua base de sustentação.Dito isso, é importante reiterar que o crescimento da economia (o crescimento físico) não pode acontecer sobre as ruínas do capital natural. O que tem acontecido é o oposto: de 1950 a 2000, a economia global foi multiplicada por sete, aumentando a produção de bens e serviços de US$ 6 trilhões para US$ 43 trilhões (dados de 2000). Conquanto, o que não foi respondido nesse mesmo período é a que "preços” ecológico e social esse crescimento elevado foi alcançado.Enquanto a economia (atividade produtiva) que sustenta essa produção/consumo tem sido feita em benefício de poucos, na outra ponta, essa mesma economia é sustentada (em termos de produção e não de consumo) por muitos que jamais terão as mesmas as oportunidades dadas aos primeiros. Disso advêm, certamente, as gritantes distorções no sistema de distribuição/consumo de bens e isso condena, de uma vez por todas, a economia (também enquanto ciência) a se desviar de seu pressuposto essencial: melhorar as condições de vida de todas as pessoas.Definitivamente, a economia e a natureza não nasceram para condenar alguém à humilhação, à exploração, à pobreza material. Economia e Natureza, juntas, podem representar uma via de acesso às melhorias que levam ao almejado padrão de bem-estar social, desde que caminhem juntas, numa “parceria” sem exploração voraz, numa sintonia de contemplação. A esse respeito, Jean-Michel Cousteau assim ponderou: “a economia e a ecologia não devem ter conflitos porque hoje são exatamente a mesma coisa”.O curioso é que no passado não muito distante, a ecologia chegou a ser chamada de “a economia da natureza”, dada sua estreita e íntima relação entre o produzir e o retirar da natureza.O fato é que, desse argumento de Cousteau, resulta afirmar, a título de reiteração, que a economia e o meio ambiente devem caminhar juntos, pois uma é o complemento da outra, apesar de ser a economia um subconjunto do meio ambiente. Para tanto, o crescimento econômico deve ser revisto, pois esse não pode ser praticado à custa dos recursos naturais explorados à exaustão. A própria palavra exaustão (na origem: extremo cansaço) já determina como será no futuro: é algo que vai acabar.Portanto, não se deve, não se pode, não se recomenda crescer além dos limites. O certo é que há limites e esses devem ser respeitados. A Terra não aumentará de tamanho, estejamos certos disso. Na prática, continuar explorando sem respeitar os limites implicará sérias perdas para todos. Outrossim, isto significa perdas que serão irrecuperáveis, visto que há recursos que são finitos, vão acabar. A mensagem é única: usou, esgotou, não teremos mais.Dessa forma, essa história entre a Economia e a Natureza em conflito pode assim ser resumida: mais economia (crescimento) é sinônimo de menos ambiente (degradação). Logo, crescimento sem regras e sem ponderações aponta para profundos impactos ambientais. Ambiente (ecossistema) degradado é vida mal vivida. Muitos vão se defender desses argumentos alegando ser possível a prática do tal “desenvolvimento sustentável”. Conquanto, isto é oximoro (dois conceitos opostos numa só expressão): se é desenvolvimento (evolução) é impossível ser sustentável (preservação). Isso não se coaduna. Um fere o outro e, ambos, feridos, degradam a qualidade de vida.Nas palavras de Lester Brown, essa história fica assim: “A economia global atual foi formada por forças de mercado e não por princípios de ecologia. Infelizmente, ao deixar de refletir os custos totais dos bens e serviços, o mercado presta informações enganosas aos tomadores de decisões econômicas, em todos os níveis. Isso criou uma economia distorcida, fora de sincronia com os ecossistemas da Terra, uma economia que está destruindo seus sistemas naturais de suporte”.Para o bem de todos, urge retomarmos sempre que possível esse debate em torno da economia e sua relação com o meio ambiente. Que ambos caminhem juntos; a preservação das espécies vai agradecer. Por fim, é forçoso ressaltar que não estamos na Terra; somos a Terra. Não ocupamos a natureza como meros partícipes dela; somos a própria natureza.* Marcus Eduardo de Oliveira é economista brasileiro, especialista em Política Internacional. Articulista do site O Economista, do portal EcoDebate e da Agência Zwela de Notícias.** Publicado originalmente no site Adital.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.