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05/04/2013

Megaprojetos abrem Amazônia para saque de recursos


Megaprojetos abrem Amazônia para saque de recursos

As águas esverdeadas do Rio Tapajós estão na mira dos investimos públicos e privados, seja para tornar mercadoria a água, a energia elétrica, os minérios, ou a terra, por meio do agronegócio em plena expansão. De acordo com levantamento do Observatório de Investimentos na Amazônia, há 30 usinas hidrelétricas planejadas ou em fase de construção na Amazônia. Somente no PAC II, estão previstos investimentos de R$ 94,14 bilhões para construção de hidrelétricas na região – R$ 67,38 bilhões para obras em andamento (Jirau, Santo Antônio, Belo Monte, Santo Antônio do Jari, Colider, Teles Pires, Estreito, Ferreira Gomes) e R$ 26,78 bilhões em novos projetos (São Luiz do Tapajós, Jatobá, São Manoel, Sinop).
O BNDES emprestou volumosas quantias para empresas avançarem nas obras: até dezembro de 2011 já havia emprestado R$ 22,45 bilhões para a construção de UHEs na Amazônia, segundo dados do Observatório.
Na avaliação de Iury Paulino, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), por ser a última fronteira de expansão do capital no Brasil e com base natural vantajosa, a Amazônia tem atraído grandes empresas nacionais e estrangeiras. “Qualquer empresa que se instalar na região vai conseguir lucros extraordinários. Inclusive remuneração acima de qualquer média de lucro do mundo, em qualquer atividade que fizer. Esse período de crise é um momento em que a gente tem percebido um direcionamento das forças do capital para fazer o saque dos recursos naturais”, afirma.
A conjuntura atual da Amazônia mostra novas formas de apropriação das riquezas naturais e dos territórios onde vivem povos indígenas e tracionais. “A gente não está mais falando daquela fase inicial dos grandes projetos da Amazônia, quando grandes empresas nacionais e internacionais olhavam pra cá como imenso espaço vazio que precisava ser ocupado. Ou quando o governo militar olhava para Amazônia e pensava que essa economia precisava ser integrada à economia nacional, era um espaço que precisava ser ocupado. Vivemos uma nova fase dos grandes projetos na Amazônia, mais voraz e destruidora do que nunca”, analisa a advogada da Terra de Direitos, Érina Gomes, que enxerga a exploração atual focada nos bens comuns, estratégicos para a soberania nacional, como a água e os minérios.
As hidrelétricas seguem como o carro-chefe de um conjunto de outros investimentos, fazendo a abertura do rio Tapajós para o capital. “É como se nós tivéssemos abrindo estradas dentro da floresta, estradas dentro da Amazônia para fazer o saque dos recursos naturais, porque aí vem a soja, os portos, as hidrovias. Já se ouve falar até em ferrovias. Tudo isso proporcionado por um megaprojeto em conjunto”, analisa Paulino.
Para o militante, energia é essencial em qualquer processo no mundo hoje, e por isso será alvo de grandes disputas. “A energia elétrica é central em qualquer processo, tanto como produto, quanto como incorporada no sistema produtivo. E quem domina as fontes de energia, certamente dominará o mundo, isso é razão de grandes conflitos, e nós estamos no olho desse furacão”, explica.
Adequação das leis
O avanço de grandes projetos na região amazônica está calcado em uma série de desregulamentação de direitos já conquistados pelos povos tradicionais e de preservação ambiental. Darci Frigo, coordenador da Terra de Direitos, chama a atenção para “agroestratégias” da bancada ruralista no Congresso e suas ramificações com as empresas nacionais e transnacionais.
Entre as reorganizações jurídicas estão as mudanças no Código Florestal, que diminuíram as áreas protegidas para aumentar a extensão de terra usada na produção de celulose e outros monocultivos, visando principalmente o mercado externo; o aumento da pressão sobre o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para não avançar na regularização e reconhecimento das terras quilombolas e indígenas; a não aprovação da PEC do trabalho escravo, que tira a terra dos fazendeiros e grandes empresas que escravizam trabalhadores; além da mudança no Código Minerário para o avanço na exploração em terras indígenas.
“O mais grave é que essas mudanças legislativas estão sendo feitas em âmbito nacional com o viés de retirada de direitos dos povos e comunidades tradicionais e para facilitar as grandes obras do PAC, tendo como carro-chefe a construção de grandes hidrelétricas no coração da Amazônia, num primeiro momento. Na sequência virão os projetos de mineração e as velhas práticas de grilagem de terras e devastação da floresta”, avalia Frigo.
(Instituto CarbonoBrasil)
Megaprojetos abrem Amazônia para saque de recursos
Megaprojetos abrem Amazônia para saque de recursos

Afeganistão assina Protocolo de Kyoto


Afeganistão assina Protocolo de Kyoto

Enquanto o Canadá apresenta sinais de abandono da defesa ambiental, o Afeganistão dá mais um passo para a implementação de sua estratégia climática nacional. Nesta terça-feira, 2 de abril, o país assumiu os compromissos do Protocolo de Kyoto. As obrigações estabelecidas começarão a valer a partir de 23 de junho de 2013.
Classificado como um país em desenvolvimento, o Afeganistão não terá que adotar metas de emissões dos gases de efeito estufa (GEE), porém precisará elaborar planos para desenvolver setores como energia de baixo carbono e sistema de transporte. A inclusão no protocolo também permitirá ao país a participação em eventos internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), além de aumentar as possibilidades de investimentos na região.
Apesar do maior problema do país não ser as emissões de GEE, já que, segundo o Banco Mundial, o Afeganistão emite cerca de 0,2 toneladas de GEE por pessoa (enquanto que nos EUA as emissões chegam a 17,3 por cidadão), a nação passa por um problema considerado grave: as mudanças climáticas.
Devido aos conflitos sofridos por mais de três décadas, a região sofre com mais intensidade às adversidades climáticas, como redução das chuvas. Com isso, as secas são cada dia mais severas no local, onde aproximadamente 80% da população depende de recursos naturais para viver.
O vice-diretor da Agência Nacional de Proteção do Meio Ambiente, Ghulam Malikyar, afirmou que a desertificação e o desmatamento sofrem efeitos significativos há um tempo, e destaca: “A perda de produtividade do ecossistema obriga as pessoas das áreas rurais a migrarem para as áreas urbanas, e nós não temos onde abrigá-las. Este é o principal problema que estamos sofrendo agora”, declarou ao portal RTCC.
Durante a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-18), o Protocolo de Kyoto foi renovado até 2020. Porém, é possível que novas metas sejam estabelecidas já em 2014.
(EcoD)
Afeganistão assina Protocolo de Kyoto
Afeganistão assina Protocolo de Kyoto

Vazamentos recentes alertam para o perigo de grandes projetos


Vazamentos recentes alertam para o perigo de grandes projetos

Uma dezena de aves diretamente atingidas, 22 casas evacuadas e um casal de pássaros mortos foram o passivo parcial do vazamento de 12 mil barris de petróleo oriundos de um oleoduto da empresa Exxon Mobil Corp, no dia 29 de março, nos Estados Unidos.
O acidente ocorreu três dias depois em que uma balsa afundou no rio Negro, no Amazonas, carregada com trinta mil litros de um composto derivado do petróleo, utilizado para produção de asfalto. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) multou a empresa Francis José Chehuan & Cia, responsável pela Balsa, em R$300 mil, mas uma semana depois a limpeza da área ainda não foi finalizada.
Embora pareçam pequenos em relação às tragédias como a do Golfo do México ou o da Chevron na Bacia de Campos, vazamentos como estes demonstram à precária infraestrutura existente mesmo após essas ocorrências e alertam para o cuidado que as autoridades locais devem tomar com outros dois grandes projetos: a Keystone XL e o Pré-Sal brasileiro.
Perigo
Um dos primeiros desafios do segundo mandato de Obama, que prometeu ser “mais verde”, o apoio ao Keystone XL deve ser decidido ainda esse mês. O novo oleoduto, proposto pela petrolífera TransCanada, facilitaria a entrada do petróleo canadense nos EUA, por meio de uma ligação entre o já existente Keystone com o Golfo do México.
O projeto prevê uma nova rede de dutos, de mais de três mil quilômetros, entre o Canadá e o centro dos EUA, e deve custar cerca de US$ 7 bilhões.
O Keystone XL, contudo, é duramente criticado por entidades ambientais. A National Wildlife Federation informou que no caminho dos dutos estão várias áreas de conservação e o Aquífero Ogallala, de extrema importância para os estadunidenses.
Além disso, o petróleo será extraído das areias betuminosas, cujo processo de retirada é mais poluente do que o óleo tradicional. A estimativa é que a extração cause um aumento da temperatura da Terra de até 0,4°C.
Já o Pré-sal, bem, o primeiro vazamento na exploração da área demonstra que se deve aprender muito antes de explorar a fundo essa camada por aqui.
(EcoD)
Rio Negro ainda desconhece prejuízos ambientais do vazamento de 30 mil litros de óleo / Foto: chrisparkeruk
Rio Negro ainda desconhece prejuízos ambientais do vazamento de 30 mil litros de óleo / Foto: chrisparkeruk

Santa Catarina é o primeiro estado a concluir inventário florestal


Santa Catarina é o primeiro estado a concluir inventário florestal

Após sete de anos de levantamento, o Inventário Florístico-Florestal de Santa Catarina foi apresentado na última semana de março o primeiro a ser publicado no país, o documento servirá como modelo para outros estados.
O primeiro volume apresenta, de forma geral, o levantamento feito para verificar o que resta de florestas e epífitas em todo território catarinense. Os demais focam nas especificidades regionais em termos de cobertura florestal.
Os trabalhos incluíram a avaliação da importância sócio-econômica e cultural dos recursos florestais, especialmente das espécies ameaçadas de extinção, por meio de entrevistas com as comunidades de cada região catarinense.
Os livros serão lançados oficialmente em maio e complementados por mais dois, nos próximos meses. Todas as informações coletadas farão parte de um banco de dados público. Além de serem disponibilizados para download, os volumes serão distribuídos a instituições de ensino e órgãos públicos ligados à questão ambiental.
(EcoD)
Santa Catarina é o primeiro estado a concluir inventário florestal
Santa Catarina é o primeiro estado a concluir inventário florestal

Brinquedos sustentáveis para ensinar educação ambiental


Brinquedos sustentáveis para ensinar educação ambiental

Duas amigas – uma brasileira e uma chilena – começaram a perceber a infinidade de brinquedos que poderiam criar usando o lixo que encontravam em São Paulo. A inquietação deu vida ao TooDo Eco, uma startup que desenvolve uma metodologia de educação ambiental na qual as crianças montam brinquedos feitos com materiais reaproveitáveis para estimular aspectos como hábitos sustentáveis, curiosidade, trabalho em equipe, aprendizagem na prática. Tudo de forma multidisciplinar, passando por conteúdos que vão desde a origem dos materiais, noções básicas sobre movimento até geometria. Depois de realizar algumas oficinas em colégios do Chile e São Paulo, agora as amigas querem expandir a iniciativa. Para isso, desenvolveram o projeto piloto Mãos Criativas, Cabeça Inteligente, que pretende adotar a metodologia com alunos do 4o, 5o e 6o ano do ensino fundamental de três escolas públicas da capital. A iniciativa, inclusive, está inscrita na plataforma de financiamento coletivo Catarse.
“Estamos levando a metodologia para escolas democráticas, já que nelas as crianças têm autonomia e compartilham processos de aprendizado por meio de projetos baseados em forma multidisciplinar”, afirma a chilena Daniela del Campo Munnich, cofundadora da TooDo Eco, que é também uma das oito selecionadas dentre mais de 70 inscritos para fazer um pitch e apresentar seus negócios durante a sessão Debate entre Empreendedores, Investidores e Especialistas no Transformar 2013 (veja a lista das vencedoras). O evento, realizado pelo Inspirare e Porvir, em parceria com a Fundação Lemann, acontece no dia 4 de abril em São Paulo, e pretende oferecer novas referências e apoiar a sociedade brasileira a continuar avançando no esforço de trazer a educação do país para o século 21.
Nessas escolas, Daniela – ao lado da cofundadora e artista plástica paulista Naná Lavander – se junta aos professores para ensinar os alunos a construir os brinquedos – feitos de garrafas PET, tampinhas, CDs, papéis, papelão, palitos de dente, tubos de caneta, entre outros – e trabalhar conteúdos como a geração de lixo, força centrífuga, geometria, a história da roda, entre outros. Duas das três escolas já foram escolhidas para realizar o projeto, que vai durar quatro meses: o Projeto Âncora, em Cotia, e aescola municipal Amorim Lima, no Butantã, zona oeste de SP. A terceira ainda está sendo selecionada.
De acordo com Daniela, essa metodologia permite que crianças realizem pesquisas, uma vez que ao longo do processo de criação dos brinquedos se deparem, naturalmente, com dúvidas e perguntas, como ‘Por que as pessoas vomitam enquanto giram?`. Essa inquietação, por exemplo, poderia surgir depois da fabricação do brinquedo Chap-Mex – que se assemelha a um chapéu mexicano e ao brinquedo “guarda-chuva”, dos parques de diversões, que gira cadeiras em círculos.
Álbum de figurinhas
Depois da experiência nas escolas, por meio dos roteiros, personagens, histórias e conteúdos, o intuito ainda é que as fundadoras da startup, alunos e professores criem um “álbum de figurinhas” – uma espécie de cartilha dividida em quatro capítulos, com temas sobre lixo e reciclagem. Nele, conterão conteúdos relacionados à origem dos materiais, montagem dos brinquedos e noções básicas sobre movimento, além de ilustrações, perguntas e manuais de instruções. Também serão criados vídeos tutoriais, kits de brinquedos e, em conjunto com os educadores, um guia virtual como apoio para que outros professores possam replicar a metodologia em suas escolas.
Já em uma segunda fase do projeto, as amigas pretendem inclusive integrar a rede de economia solidária crescente no Brasil, criando ateliês dentro das cooperativas de catadores de SP e de outras cidades. A ideia é que esses empreendedores montem os brinquedos para distribuir nas escolas e comércios da região. Hoje, os brinquedos criados por elas estão em 13 lojas de brinquedos educativos da capital. “Nosso objetivo é que em cada coleta dos materiais seja realizada uma microrrevolução, desde campanhas com os vizinhos e amigos até botecos e associações de catadores”, afirma Daniela que espera arrecadar R$ 30 mil, necessários para expandir o projeto nas escolas paulistas.
(Porvir)
Foto: Diana Helena Lavander
Foto: Diana Helena Lavander

Nestlé prevê que água engarrafada substituirá refrigerante nos EUA



A água engarrafada será a bebida preferida dos americanos “em cinco ou seis anos”, disse nesta quinta-feira, em Washington, o presidente da empresa Nestlé Waters North America. “As vendas (de água) subiram 7% no ano passado, a alta mais expressiva em seis anos”, afirmou Kim Jeffery durante uma entrevista coletiva, enquanto as de refrigerantes caíram paralelamente 1%.
 ”A tendência se reforça e se acelera, visto que o consumo de refrigerante atravessa um mau momento”, acrescentou. Por volta de 70% do aumento das vendas de água engarrafada nos últimos dez anos ocorreu em detrimento dos refrigerantes, afirmou.
Jeffery minimizou o impacto de uma campanha promovida por defensores do meio ambiente para proibir a venda de água engarrafada em campus universitários por considerar nociva a embalagem plástica. Nas escolas, os professores doam garrafas reutilizáveis aos alunos, que também podem encher nas fontes.
Em 1º de janeiro passado, a cidade de Concord, próxima a Boston, no estado de Massachusetts (nordeste), se tornou a primeira dos Estados Unidos a proibir a água engarrafada. A Nestlé Waters North America, filial da gigante suíça da alimentação Nestlé, representa a metade da água engarrafada vendida nos Estados Unidos.
Fonte: Terra
O consumo de refrigerantes nos EUA vem caindo; a bebida tem sido substituída por água Foto: Terra
O consumo de refrigerantes nos EUA vem caindo; a bebida tem sido substituída por água
Foto: Terra

04/01/2013

Soltura de Tartaruga - Praia Costa da Lagoa-Floripa SC

Soltura de Tartaruga - Praia Costa da Lagoa-Floripa SC - dia 30 de dezembro de 2012

2ª soltura de tartaruga que participo e novamente foi muito emocionante. A tartaruga em questão é da espécie tartaruga verde e não tem uma das nadadeiras dianteiras (ela foi pega numa rede de pesca e entregue ao Projeto Tamar para reabilitação; agora ela já está pronta pra crescer, reproduzir e nadar livre pelos oceanos)

Projeto Tamar - 33 anos fazendo a diferença!

http://www.tamar.org.br/centros_visitantes.php?cod=8