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28/03/2012

Rios dos principais estados brasileiros estão poluídos

Entre janeiro de 2011 e março deste ano, a Fundação SOS Mata Atlântica percorreu 11 estados brasileiros para avaliar, com a ajuda da população local, a qualidade da água nessas regiões. 49 corpos d’água foram analisados pela ONG - entre rios, córregos, ribeirões, represas, lagos e açudes - e nenhum obteve resultado positivo na avaliação.
75,5% dos corpos d’água analisados apresentaram nível de qualidade de água regular e 24,5%,ruim. A medição foi feita com base no IQA – Índice de Qualidade da Água, do Conama – Conselho Nacional de Meio Ambiente, que ainda prevê outros três níveis de classificação: ruim, bom e ótimo, mas nenhum corpo d’água analisado se encaixou nessas categorias.
Segundo a avaliação, o curso d’água que apresenta melhor qualidade é a Bica da Marina, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Já o rio que, atualmente, possui a água mais poluída é o Criciúma, localizado em Santa Catarina.
O “exame de qualidade”, feito com kits de monitoramento do programa Rede das Águas, da SOS Mata Atlântica, levou em conta 14 aspectos físico-químicos, biológicos e de percepção dos corpos d’água. Entre eles odor, quantidade de lixo e peixes no local, temperatura, demanda de oxigênio e níveis de nitrato e fosfato.
Essa é a segunda vez que a SOS Mata Atlântica realiza a análise. 19 cursos d’água participaram das duas avaliações e, desses, 12 não mudaram de situação, cinco melhoraram e dois pioraram. O rio que mais se destacou positivamente nessa comparação foi o Passo dos Índios, em Chapecó, também no estado de Santa Catarina, que passou de “péssimo” para o nível “regular” de qualidade.
Autor: Débora Spitzcovsky
Fonte: Planeta Sustentável
O programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, analisou a qualidade da água de 49 rios dos principais estados brasileiros e concluiu que 75,5% deles apresentam nível regular de qualidade e 24,5%, ruim. Nenhum curso d’água obteve resultado positivo na avaliação

PUC-RJ começa a desenvolver protótipo de casa sustentável

Uma casa totalmente sustentável é o protótipo que começou a ser construído no campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e deverá estar concluído em 15 dias. O modelo de residência ecológica será exibido a cerca de 500 cientistas do mundo inteiro, no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, entre os dias 10 e 15 de junho.
O encontro ocorrerá na PUC-RJ e é organizado pelo Conselho Internacional para a Ciência (Icsu) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Federação Mundial de Organizações de Engenharia (WFEO), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e com a Academia Brasileira de Ciências, entre outras instituições.
Idealizado pela Planeja & Informa e pela Casa Viva Eventos Ambientais, o projeto Casa Viva é desenvolvido em parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (Nima) e as faculdades de Arquitetura e Engenharia da PUC-RJ.
A casa, modelo de sustentabilidade, é a principal atração da mostra Casa Viva – Transforma Sua Casa num Pedacinho do Planeta, que a PUC-RJ promove entre os dias 26 e 28 de abril. Após esse evento, a casa será doada à universidade, que a transformará em um laboratório vivo, ou seja, um espaço permanente para pesquisa e desenvolvimento.
O coordenador da Área de Educação Ambiental do Nima, Roosevelt Fidélis de Souza, informou à Agência Brasil que a Casa Viva “é uma casa em que todo o material que entra nela, desde a técnica de construção até o produto final, é sustentável”. A casa terá 70 metros quadrados de área construída e usará a tecnologiawood frame, baseada em estrutura de madeira proveniente de reflorestamento. “Todo o material que vai estar disponível na casa tem o selo verde”, destacou.
A casa terá luzes eficientes. Biodigestores instalados no banheiro transformarão o esgoto sanitário em energia. O gás resultante desse processo irá abastecer a pequena cozinha. A casa é formada de quatro módulos: sala, quarto, banheiro e cozinha. “O teto tem o telhado verde, com reaproveitamento da água da chuva.”
Durante um ano, os pesquisadores e alunos de diversos departamentos da PUC-RJ vão avaliar se o projeto é durável e pode ser reproduzido. “Vão fazer estudos e avaliações para realmente ver se a casa é sustentável ao longo do tempo”. Ao fim desse período, Roosevelt de Souza admitiu que o projeto poderá servir de base para outras construções em todo o país, obedecendo ao mesmo parâmetro.
Além de oferecer ao público a oportunidade de visitar uma casa sustentável, o evento que a PUC-RJ promoverá em abril incluirá debates sobre novas tecnologias que atendem aos padrões internacionais de sustentabilidade e de qualidade.
Fonte: Agência Brasil
Imagem Ilustrativa

Boa notícia: as Cataratas do Iguaçu estão entre as Sete Novas Maravilhas da Natureza

A disputa foi acirrada! Outros 439 concorrentes estavam na competição, mas não teve para ninguém: as Cataratas do Iguaçu foram reconhecidas como uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.
Realizado pela fundação suíça New 7 Wonders (Novas 7 Maravilhas), o processo de eleição teve várias etapas, até a votação pela internet, com centenas de milhões de votos.
SHOW DAS ÁGUAS
Para os brasileiros, as Cataratas do Iguaçu são uma maravilha faz tempo! Mas há curiosidades sobre o lugar que nem todo mundo conhece. Você sabia que elas não ficam só no Brasil? Uma parte está no Paraná e outra na Argentina. E Iguaçu quer dizer “água grande” na língua tupi-guarani.
A maravilha reúne 275 quedas-d’água, com alturas que vão de 40 metros a 80 metros. O volume de água varia conforme a época do ano e é maior entre outubro e março, meses em que chove mais. E não é só a vista que vale a pena: o som das águas caindo também é irado!
VEM MAIS POR AÍ!Outros lugares já são Maravilhas da Natureza ou estão prestes a serem confirmados na lista:
CONFIRMADOS
Ilha de Jeju (Coreia do Sul):
 ilha vulcânica onde fica a maior montanha da Coreia.
Rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas): passa por uma caverna cheia de estalactites e estalagmites (formações minerais que são típicas de cavernas).
ESPERAM A CONFIRMAÇÃO
Baía de Halong (Vietnã):
 com ilhas de vários tamanhos, tem cavernas gigantes e diversas espécies de peixes e moluscos.
Floresta Amazônica (Brasil e outros países da América do Sul): representa mais da metade das florestas tropicais do mundo.
Montanha da Mesa (África do Sul): tem 6 milhões de anos e o topo achatado. Lá existem 1 470 espécies de flores.
Parque Natural de Komodo (Indonésia): foi fundado em 1980 para proteger o dragão-de komodo e hoje também é o lar de outras espécies.
Autor: Júlia Moióli
Fonte: Planeta Sustentável – Planetinha

27/03/2012

Aquecimento está perto de ser irreversível, dizem cientistas

Estudos apontam necessidade de medidas urgentes nesta década

Pesquisas afirmam que degelo das camadas polares e perda das florestas se tornariam irrecuperáveis
O aquecimento global está próximo de se tornar irreversível, o que torna esta década crítica nos esforços para preveni-lo, disseram cientistas nesta segunda-feira (26).
As estimativas científicas diferem, mas é provável que a temperatura mundial suba até 6ºC até 2100, caso as emissões de gases do efeito estufa continuem aumentando de forma descontrolada. Mas, antes disso, haveria um ponto em que os estragos decorrentes do aquecimento -como o degelo das camadas polares e a perda das florestas- se tornariam irrecuperáveis.
"Essa é uma década crítica. Se não revertermos as curvas nesta década, vamos ultrapassar esses limites", disse Will Steffen, diretor-executivo do instituto para a mudança climática da Universidade Nacional Australiana, falando em uma conferência em Londres.

Foto: Getty Images
Pesquisas afirmam que degelo das camadas polares e perda das florestas se tornariam irrecuperáveis
O aquecimento global está próximo de se tornar irreversível, o que torna esta década crítica nos esforços para preveni-lo, disseram cientistas nesta segunda-feira (26).
As estimativas científicas diferem, mas é provável que a temperatura mundial suba até 6ºC até 2100, caso as emissões de gases do efeito estufa continuem aumentando de forma descontrolada. Mas, antes disso, haveria um ponto em que os estragos decorrentes do aquecimento -como o degelo das camadas polares e a perda das florestas- se tornariam irrecuperáveis.
"Essa é uma década crítica. Se não revertermos as curvas nesta década, vamos ultrapassar esses limites", disse Will Steffen, diretor-executivo do instituto para a mudança climática da Universidade Nacional Australiana, falando em uma conferência em Londres.

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Mudanças no clima estão diminuindo tamanho de animais e vegetais

Recifes de coral poderão desaparecer do planeta até 2050

Apesar dessa urgência, um novo tratado climático obrigando grandes poluidores como EUA e China a reduzirem suas emissões só deve ser definido até 2015, para entrar em vigor em 2020.
"Estamos no limiar de algumas grandes mudanças", disse Steffen. "Podemos... limitar o aumento das temperaturas a 2ºC, ou cruzar o limite além do qual o sistema passa para um estado bem mais quente."
No caso das camadas de gelo, cruciais para desacelerar o aquecimento, esse limiar provavelmente já foi ultrapassado, segundo Steffen. A capa de gelo da Antártida ocidental já encolheu na última década, e a região da Groenlândia perde 200 quilômetros cúbicos de cobertura por ano desde a década de 1990.
A maioria dos especialistas prevê também que a Amazônia se tornará mais seca em decorrência do aquecimento. Uma estiagem que tem matado muitas árvores motiva temores de que a floresta também poderia estar perto de um ponto irreversível, a partir do qual deixará de absorver emissões de carbono e passará a contribuir com elas.
Cerca de 1,6 bilhão de toneladas de carbono foram perdidas em 2005 na floresta tropical, e 2,2 bilhões de toneladas em 2010, o que reverte cerca de dez anos de atividade como "ralo" de carbono, disse Steffen.
Um dos limites mais preocupantes e desconhecidos é do "permafrost" (solo congelado) siberiano, que armazena carbono no chão, longe da atmosfera.
"Há cerca de 1,6 trihão de toneladas de carbono por lá -cerca do dobro do que existe hoje na atmosfera-, e as latitudes setentrionais elevadas estão experimentando a mudança de temperatura mais severa em qualquer parte do planeta", disse ele.
No pior cenário, 30 a 63 bilhões de toneladas de carbono por ano seriam liberadas até 2040, chegando a 232 a 380 bilhões de toneladas por ano até 2100. Isso é um volume bem mais expressivo do que os cerca de 10 bilhões de toneladas de CO2 liberadas por ano pela queima de combustíveis fósseis.

 

Estudo indica relação entre eventos extremos e aquecimento global

Até hoje, a ligação entre a ocorrência de fenômenos climáticos extremos e o aquecimento global era uma coisa incerta, e os estudos sobre essa relação, inconclusivos. Mas uma nova pesquisa do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático (PIK) sugere que essa ligação existe, e que as mudanças climáticas poderão aumentar a intensidade de enchentes, secas e ondas de calor.
O artigo, publicado no periódico Nature Climate Change neste domingo (25), baseou-se em três pilares para ser desenvolvido: física elementar, análises estatísticas e simulações de computador.
Princípios físicos básicos mostram, por exemplo, que o aquecimento da atmosfera leva a mais extremos climáticos através de uma maior absorção de umidade até que chova. Além disso, tendências estatísticas são confirmadas por dados de temperatura e precipitação. Por fim, simulações de computador comprovam a relação entre o aquecimento climático e os níveis de chuva.
“A questão é se esses extremos climáticos são coincidência ou um resultado das mudanças climáticas. O aquecimento global geralmente não pode ser provado como causa de eventos extremos individuais – mas na soma de eventos a ligação com as mudanças climáticas se torna clara. Não é uma questão de sim ou não, mas uma questão de probabilidades”, comentou Dim Coumou, principal autor do estudo.
De acordo com a pesquisa, essa ligação é mais evidente entre as mudanças climáticas e as ondas de calor e os níveis de precipitação, mas a relação com outros eventos como tempestades, embora menos conclusiva, também é plausível, segundo os conceitos físicos e as tendências observadas.
“É muito provável que muitos dos extremos sem precedentes da última década não tivessem ocorrido sem o aquecimento global antropogênico”, observou o artigo. “É como um jogo com dados viciados. Um seis pode aparecer de vez em quando, e você nunca sabe quando isso acontece. Mas agora aparece muito mais frequentemente porque mudamos os dados”, exemplificou Coumou.
Apenas entre 13 e 19 de março deste ano, recordes de calor foram quebrados em mais de mil locais na América do Norte. Em 2011, os Estados Unidos foram atingidos por 14 eventos climáticos extremos que causaram danos de US$ 1 bilhão cada, e em muitos estados os meses de janeiro a outubro foram os mais úmidos já registrados.
Nesse mesmo ano, no Japão, também foram registrados recordes de precipitação, e na China o rio Yangtze sofreu uma seca recorde. Em 2010, a Rússia teve o verão mais quente em séculos, e a Austrália e o Paquistão tiveram recordes nos índices de chuva, e em 2003, a Europa teve seu verão mais quente em pelo menos 500 anos.
A pesquisa aponta ainda que tanto na Austrália quanto nos Estados Unidos o registro de dias que batem recordes de calor e de frio duplicou. Na Europa Ocidental, a extensão de ondas de calor duplicou entre 1980 e 2005, e o número de dias quentes quase triplicou no mesmo período. Em todo o mundo, verões extremamente quentes são registrados em 10% da área de terra global, contra em 0,1% a 0,2% no período de 1951 a 1980.
“Extremos climáticos individuais estão frequentemente relacionados a processos regionais, como um sistema de bloqueio de pressão alta ou um fenômeno natural como o El Niño. Esses são processos complexos que estamos investigando mais. Mas agora esses processos se desenrolam no contexto do aquecimento climático. Isso pode transformar um evento extremo em um evento recorde”, concluiu Stefan Rahmstorf, coautor do artigo.
Autor: Jéssica Lipinski   –   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais
Imagem: NASA

Oceanógrafa vai ao Congresso sensibilizar parlamentares sobre importância de proteger o ambiente marinho

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reuniu-se hoje (26) com a oceanógrafa e estudiosa de desenvolvimentos tecnológicos para a proteção marítima, Sylvia Earle, que participou ontem, em Manaus, do 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade.
Eles conversaram sobre a necessidade do Parlamento brasileiro dedicar-se ao debate e à elaboração de normas de proteção de seu território marítimo. Sylvia Earle informou a Sarney e à presidenta em exercício da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas (PMDB-ES), que o Brasil protege menos de 2% do seu mar, enquanto o Reino Unido e os Estados Unidos, por exemplo, já têm leis que estabelecem a proteção de 1 milhão de quilômetros quadrados de seus territórios marítimos como áreas de preservação ambiental.
A oceanógrafa disse ainda que, atualmente, existe mais conhecimento sobre a situação do meio ambiente e a necessidade de desenvolvimento de tecnologias sustentáveis do que em 1992 quando foi realizada, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. Para Sylvia Earle, esse tema é um ponto necessário na pauta de debates das autoridades que participarão, em junho, da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Sylvia acredita que é necessário que os governantes mudem de atitude quando o assunto é a preservação dos mares. A oceanógrafa ressaltou que estudos demonstram que há uma redução substancial de espécies marítimas e corais em todo mundo. Sylvia Earle, que além de mergulhadora e exploradora do mar, é doutora pela Universidade de Duke, que fica no estado norte-americano da Carolina do Norte, destacou que a exploração do mar tem que deixar de ser vista apenas sob o ângulo do lucro comercial.
Sarney concordou com a oceanógrafa e disse que o Brasil, em especial os políticos e autoridades, devem estar sensibilizados para esse tema especialmente por causa das dimensões do território marítimo brasileiro. Do encontro, também participaram o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, Sarney Filho (PV-MA), e representantes de entidades ambientalistas.
Fonte: Agência Brasil

Ancestral de baleia ajuda a entender espécie moderna

As baleias belugas e os narvais vivem somente em águas geladas do Ártico e subártico. Agora, os cientistas descreveram uma espécie ancestral que vivia em águas temperadas entre 3 milhões e 4 milhões de anos atrás. A descoberta, publicada no periódico científico “Journal of Vertebrate Paleontology”, pode indicar que as belugas eos os narvais se adaptaram a águas frias mais recentemente.
A espécie ancestral foi descrita pelos cientistas a partir de um crânio completo encontrado em 1969 na Virgínia, nos Estados Unidos. Eles fizeram comparações anatômicas do fóssil com esqueletos de belugas e confirmaram que se tratava de uma nova espécie de baleia sem dentes — o grupo das belugas. O animal, que recebeu o nome de Bohaskaia monodontoides, vivia no clima temperado da Virgínia.
“As belugas e os narvais são encontradas somente no Ártico e subártico, apesar de que os registros de fósseis mais antigos terem sido encontrados em regiões tropicais e temperadas”, afirmou Nicholas Pyenson, geólogo que fez parte da pesquisa, em material de divulgação.
“Para obter evidências sobre quando e como as belugas e os narvais se adaptaram ao Ártico, nós precisaremos buscar respostas em tempos mais recentes”.
Fonte: G1 / Ciência e Saúde
Baleias belugas vivem somente em águas geladas do Ártico e subártico. Agora, cientistas descreveram ancestral que vivia em águas temperadas.