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25/08/2013

Projeto de Educação Ambiental pretende beneficiar mais de duas mil famílias na Bahia

Projeto de Educação Ambiental pretende beneficiar mais de duas mil famílias na Bahia


A Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), órgão vinculado à Secretaria estadual de Agricultura lançou o Projeto de educação ambiental (Preá), em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e a Secretaria estadual de Meio Ambiente. O Preá tem como objetivo atender comunidades rurais por meio do Programa Cédula da Terra (PCT) e Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), e visa promover o desenvolvimento do Programa de Educação Ambiental na agricultura familiar (PEAAF).
Com uma metodologia própria, o projeto de educação ambiental pretende formar educadores e multiplicadores da conscientização ambiental regional, beneficiando diretamente os agricultores familiares do estado da Bahia, conforme explicou Luiz Ancelmo Pereira, diretor executivo do CDA. O Núcleo de Gestão Ambiental/ CDA desenvolveu o projeto de educação ambiental do PCT e PNCF com base na construção de um relacionamento colaborativo entre as associações de trabalhadores rurais, beneficiários, empresas de assistência técnica rural, e representantes da agricultura familiar.
Na ocasião, o secretário de Meio Ambiente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia (FETAG), Teodomiro Paulo Queiroz expressou a satisfação em implantar o Preá nos assentamentos rurais, e como é necessária a capacitação dos agricultores familiares no processo de conscientização ambiental da terra.
O coordenador de reforma Agrária, Nilo Ramos Moreira reiterou que a finalidade é praticar uma política de educação ambiental que sustente uma reforma agrária responsável e informou que entre as ações a serem executadas estão capacitação de 16 técnicos com assistência técnica ministrada pela EBDA, no Projeto Quintais Agroflorestais, sendo implantados 120 quintais agroflorestais nas propriedades dos beneficiários do PTC e PNCF, realização de 30 oficinas de aplicação do Preá, atendimento a 2.300 famílias beneficiadas pelo Programa nos territórios de identidade Sisal, Piemonte da Diamantina, Bacia do Jacuipe e Chapada Diamantina, entre outras atividades.
Os Quintais florestais são áreas destinadas a um conjunto de espécies de plantas, cultivo alimentares e criação de animais domésticos, geralmente localizado em torno da casa, dentro de uma propriedade rural. Entre os resultados da implantação e manutenção de quintais estão recuperação e aumento da fertilidade do solo e uma fonte alternativa de renda para o agricultor.
As informações são da Assessoria de Imprensa da  Secretaria da Agricultura,Pecuária, Irrigação,Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri).
Fonte: Gazzeta do São Francisco
Educação Ambiental

II MANIFESTAÇÃO CRUELDADE NUNCA MAIS

II MANIFESTAÇÃO CRUELDADE NUNCA MAIS
CURITIBA - 18 AGOSTO DE 2013

CHEGA DE CRUELDADE - AUMENTO DE PENAS PARA CRIMES CONTRA ANIMAIS NO NOVO CÓDIGO PENAL - EU SUPER APOIO!!!












05/04/2013

Mudanças climáticas podem aumentar frequência de grandes tempestades na Europa


Mudanças climáticas podem aumentar frequência de grandes tempestades na Europa

Um novo estudo publicado no último mês no periódico Geophysical Research Letters revelou que tempestades fortes como furacões poderão se tornar 25 vezes mais prováveis na Europa até o final o século devido às mudanças climáticas.
A pesquisa, desenvolvida pelo Instituto Real de Meteorologia da Holanda (KNMI), afirma que, atualmente, os furacões costumam começar a se formar no oeste do Oceano Atlântico, onde a temperatura da superfície do mar fica acima dos 27ºC. Por isso, a ocorrência do fenômeno é maior nessa região.
Entretanto, até o final do século, as temperaturas superficiais da parte oriental do Oceano Atlântico, mais próxima do continente europeu, devem aumentar, dando impulso ao fenômeno por mais tempo e tornando mais provável que ele chegue até o outro lado do Atlântico.
“Muitas simulações de modelo sugerem que a força dos furacões aumentará devido às mudanças climáticas. A área onde os furacões se desenvolvem parece se mover em direção aos polos e a umidade contida em uma atmosfera mais quente aumentará. Esses fatores podem alterar a possibilidade de que esses resquícios de furacões ainda estejam fortes o suficiente para produzir ventos com força de furacão”, comentou Rein Haarsma, do KNMI.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram modelos de alta resolução, mas Haarsma reconheceu que o estudo ainda está em seus estágios iniciais, e portanto ainda não há como saber exatamente qual será a duração dos furacões.
No entanto, os pesquisadores já sabem que, no futuro, os ventos criadores de furacões se tornarão mais frequentes aproximadamente no período de outono do Hemisfério Norte (agosto-outubro), em vez de no inverno, como acontece atualmente. Para se ter uma ideia, estima-se que até o final do século a Europa possa passar por 17 tempestades com força de furacão por cada temporada anual.
“A declaração de que o clima na Europa Ocidental não mudará significativamente é questionável. Mudanças significativas no clima terão consequências para a agricultura – o aumento dos ventos durante o outono –, infraestrutura e defesa costeira”, concluiu Haarsma.
(Instituto CarbonoBrasil)
Um novo estudo publicado no último mês no periódico Geophysical Research Letters revelou que tempestades fortes como furacões poderão se tornar 25 vezes mais prováveis na Europa até o final o século devido às mudanças climáticas. A pesquisa, desenvolvida pelo Instituto Real de Meteorologia da Holanda (KNMI), afirma que, atualmente, os furacões costumam começar a se formar no oeste do Oceano Atlântico, onde a temperatura da superfície do mar fica acima dos 27ºC. Por isso, a ocorrência do fenômeno é maior nessa região. Entretanto, até o final do século, as temperaturas superficiais da parte oriental do Oceano Atlântico, mais próxima do continente europeu, devem aumentar, dando impulso ao fenômeno por mais tempo e tornando mais provável que ele chegue até o outro lado do Atlântico. “Muitas simulações de modelo sugerem que a força dos furacões aumentará devido às mudanças climáticas. A área onde os furacões se desenvolvem parece se mover em direção aos polos e a umidade contida em uma atmosfera mais quente aumentará. Esses fatores podem alterar a possibilidade de que esses resquícios de furacões ainda estejam fortes o suficiente para produzir ventos com força de furacão”, comentou Rein Haarsma, do KNMI. Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram modelos de alta resolução, mas Haarsma reconheceu que o estudo ainda está em seus estágios iniciais, e portanto ainda não há como saber exatamente qual será a duração dos furacões. No entanto, os pesquisadores já sabem que, no futuro, os ventos criadores de furacões se tornarão mais frequentes aproximadamente no período de outono do Hemisfério Norte (agosto-outubro), em vez de no inverno, como acontece atualmente. Para se ter uma ideia, estima-se que até o final do século a Europa possa passar por 17 tempestades com força de furacão por cada temporada anual. “A declaração de que o clima na Europa Ocidental não mudará significativamente é questionável. Mudanças significativas no clima terão consequências para a agricultura – o aumento dos ventos durante o outono –, infraestrutura e defesa costeira”, concluiu Haarsma. (Instituto CarbonoBrasil)
Mudanças climáticas podem aumentar frequência de grandes tempestades na Europa

Evento destaca preservação da diversidade biocultural


Evento destaca preservação da diversidade biocultural

Agricultores, pescadores, pesquisadores e representantes governamentais se reuniram na quinta-feira (28) em Florianópolis para discutir soluções visando à salvaguarda dos saberes tradicionais, da história e do meio ambiente através da construção de novas práticas econômicas apoiadas na preservação de uma diversidade biocultural.
O evento foi promovido pelo CEPAGRO – Centro de Estudos e Promoção da Agricutura de Grupo – ONG que atua há 23 anos promovendo a agroecologia na América Latina – em parceria com o Convivium Mata Atlântica, um grupo de gastrônomos e chefes de cozinha que organiza expedições gastronômicas de valorização dos pequenos produtores e matérias-primas locais. Estas instituições fazem parte e recebem o apoio da Fundação SLOW FOOD para a biodiversidade, um movimento internacional de promoção do alimento “bom, limpo e justo”.
O movimento Slow Food está presente em mais de 150 países e visa mudar os hábitos insustentáveis e nada saudáveis perpetuados atualmente pela economia de mercado. Entre os princípios do movimento estão a preservação ambiental, a produção local, o incentivo a salvaguarda dos conhecimentos tradicionais e o reconhecimento dos produtores da agricultura familiar.
Para cumprir com este cenário, várias abordagens podem ser assumidas, como a organização dos produtores familiares em redes, a certificação das produções agroecológicas e parcerias com programas de ecoturismo e ecogastronomia.
“A gastronomia é uma ponte para viabilizarmos projetos de desenvolvimento territorial com identidade biocultural”, coloca Lia Poggio, coordenadora do Slow Food na América Latina. Ela apresenta vários casos onde este conceito é colocado em prática. Um deles é o da Sociedade Gastronômica Peruana, que busca valorizar a história e fazer com que os peruanos se identifiquem culturalmente com a culinária do país.
Na Itália, iniciativas parecidas também beneficiam produtores e produtos locais, incentivando sinergias entre a agricultura sustentável, a defesa do meio ambiente e o ecoturismo/ecogastronomia. A Rota dos Sabores é muito frequentada, não apenas por turistas estrangeiros como pelos próprios italianos, que valorizam muito a culinária local de qualidade.
Segundo Poggio, o sucesso no caso italiano é fruto de um longo processo cultural e econômico, que, contando com o apoio do poder público e da sociedade civil, considera o produtor local como o ator fundamental para a preservação ambiental e cultural.
No Brasil, atuando nos três estados do Sul, a Rede Ecovida foi formada para facilitar a comercialização de alimentos de base ecológica provenientes da agricultura familiar. Diminuindo a participação de intermediários através da estruturação da comercialização, a rede agrega mais valor ao produto na busca dos chamados ‘preço justo’ – aquele que maximiza o bem estar do produtor e do consumidor – e ‘circuito curto’ – onde o consumidor se beneficia com produtos frescos e o produtor consegue preços melhores.
A certificação da Rede Ecovida tem uma característica peculiar para garantir a conformidade orgânica e tornar o sistema acessível aos agricultores, o Sistema Participativo de Garantia – em conformidade com o Decreto Federal 6.323, de 2007. O fortalecimento de Organismos de Controle Social, como grupos de agricultores, é uma das bases do Sistema Participativo de Garantia, diferenciando-o das certificações por auditoria. Mais do que uma fiscalização, o sistema permite uma intensa troca de experiências e saberes.
“Os próprios agricultores e consumidores fazem a certificação, gerando credibilidade. Um agricultor se responsabiliza pelo outro, assim como os consumidores, através da organização”, explicou Charles Lamb, atual coordenador do CEPAGRO e membro da Rede Ecovida de Agroecologia através do Núcleo Litoral Catarinense.
Em Santa Catarina, a Rede Ecovida é integrada por 58 famílias da região litorânea, que cultivam mandioca e derivados, banana, hortaliças, batatas, flores de corte, leite, mel, ovos, frutas, queijos, doces, derivados de aloe vera, sucos e geleias.
Aproximar produtores e consumidores, oferecer alimentos saudáveis a preços justos e gerar alternativas de diversificação produtiva para famílias fumicultoras – cultura ao qual se dedicam cerca de 55 mil famílias só em Santa Catarina, sendo o segundo maior produtor nacional de fumo -, são os objetivos centrais do movimento agroecológico catarinense.
Cultura e produtos locais
No movimento catarinense, dois setores em particular se destacam no ‘slow food’ e vem buscando resgatar suas origens, os engenhos artesanais de farinha de mandioca e a pesca artesanal.
O CEPAGRO e a ONG Ponto de Cultura – Engenhos de Farinha, trabalham em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) e com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) visando adequar os engenhos artesanais às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), um desafio para um setor sem muitos recursos financeiros.
Além disso, as organizações estão iniciando junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) o processo de pedido de registro dos engenhos de mandioca como ‘Patrimônio Imaterial’, visando o reconhecimento e a valorização do processo artesanal.
Os Bens Culturais de Natureza Imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas).
Os engenhos de farinha “sempre estiveram à margem das políticas de governo, o que se tem é o que o que o agricultor soube preservar”, coloca Enilto de Oliveira Neubert, da EPAGRI.
Wladimir Marcon Mendes, da CIDASC, nota que o produto catarinense tem um diferencial de qualidade visto que os produtores locais, buscando se aproximar das características da farinha de trigo, acabaram se especializando em fabricar uma farinha de mandioca mais fina.
Slow Fish
Para a pesca, assim como para a agricultura, o Slow Food visa se distanciar da exploração intensiva dos recursos naturais. Com este espírito, a campanha internacional Slow Fish multiplica as iniciativas que valorizam os protagonistas da pesca artesanal e as espécies pouco valorizadas no mercado, estimulando uma reflexão sobre o estado e a gestão das reservas pesqueiras (saiba mais).
Na última na sexta-feira santa e no dia de Páscoa, o movimento lançou um desafio para o uso de receitas com peixes que não estejam em período de reprodução e nem em risco de extinção (como o atum azul, salmão do Atlântico e salmão de cultivo, camarões tropicais, peixe espada), e que sejam locais, isto é, capturados no mar ou lagoas próximos.
Durante o evento, pescadores artesanais deram seus testemunhos de luta para a manutenção e constituição de Reservas Extrativistas (RESEX), uma categoria de Unidades de Conservação de Uso Sustentável, conforme a Lei No 9.985, de 18 de julho de 2000.
A Reserva extrativista marinha do Pirajubaé foi a primeira a ser constituída como tal no país, porém enfrenta desafios constantes face à especulação imobiliária que toma conta da capital catarinense. Na reserva se encontra o maior banco natural de berbigão do mundo, produzindo cerca de 100 toneladas ao mês.
“O governo não quer cuidar do meio ambiente”, desabafa Alcemir Martins, presidente da Aremar (Associação da Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé). Ele teme que os interesses econômicos levem ao fim da reserva e retire o sustento das famílias que hoje conseguem sobreviver bem com a pesca.
Em Ibiraquera, um movimento forte dos pescadores artesanais está tentando trilhar o caminho de Pirajubaé, porém, esbarrou nos interesses imobiliários e apesar de já estar consolidada como proposta, a RESEX de Ibiraquera ainda não conseguiu a aprovação junto ao governo federal.
“A discussão é muito mais do que dinheiro, é a alegria da qualidade de vida. Estamos remando contra a maré neste mundo que só quer consumir”, lamentou Maria das Graças Ferreira, representante catarinense na Comissão Nacional Resexs Marinhas. “Os pescadores tiveram a iniciativa, foram atrás da RESEX que abrange desde da Barra de Ibiraquera até a Praia da Ferrugem. Foi tranquilo, até que o prefeito, governador e especuladores viram que teríamos muita autonomia”, enfatizo
(Instituto CarbonoBrasil)
Evento destaca preservação da diversidade biocultural
Evento destaca preservação da diversidade biocultural

Designers criam torre que transforma ruído urbano em energia


Designers criam torre que transforma ruído urbano em energia

Afinados com as tendências da construção verde, cinco designers franceses criaram um projeto ambicioso, o “Soundscraper”, uma torre gigante capaz de captar os ruídos da cidade e transformá-los em eletricidade.
A ideia foi inscrita num concurso de edifícios do futuro promovido pela revista norte-americana eVolo Magazine. Segundo seus criadores, a torre de 100 metros de altura foi projetada para ser instalada próxima a rodovias e estradas com grande fluxo de veículos e onde a poluição sonora atinge seu máximo.
A fachada do arranha-céu é evolutiva, ela vibra dependendo da intensidade e direção dos ruídos urbanos. Recoberta por “cílios” com sensores de som, ela pode captar um amplo espectro de frequência, do tráfego de veículos, de obras em andamento e até mesmo de aviões que atravessam o céu.
“O ruído é parte do ambiente urbano da nossa vida diária e é uma das formas de poluição mais prevalentes nas cidades, mas também é uma importante fonte de energia não valorizada ainda”, dizem seus criadores.
Com base em pesquisas,eles afirmam estimam que uma única torre Soundscraper poderia produzir até 150 MW / h, representando 10% do consumo de iluminação urbana de Los Angeles. Ao mesmo tempo, esta energia renovável poderia ajudar a reduzir asemissões de CO2. A criação é assinada pelos designers Julien Bourgeois, Olivier Colliez, Savinien de Pizzol, Cédric Dounval e Romain Grouselle.
Fonte: Exame.com
Designers criam torre que transforma ruído urbano em energia
Designers criam torre que transforma ruído urbano em energia

Lançado jogo para estimular gerenciamento sustentável


Lançado jogo para estimular gerenciamento sustentável

Atualmente, estima-se que existam no mundo cerca de seis mil cidades abandonadas, seja por motivos econômicos, sociais ou naturais. Muitas vezes, essas cidades, apesar de não terem mais condições de oferecer serviços para habitantes, continuam a ser um fardo para os cofres públicos, exigindo certos investimentos que não dão retorno.
E se pudéssemos de alguma forma recuperar essas cidades e torná-las novamente habitáveis, e ainda por cima de modo sustentável? Pois é essa a proposta da simulação ‘Cidades Sustentáveis – O Jogo da Socioecoeficiência’, criada pela Fundação Espaço ECO (FEE), organização sem fins lucrativos instituída pela BASF.
O jogo é uma ferramenta com propósito educativo que tem como objetivo fazer com que os participantes entendam, de forma prática, conceitos como sustentabilidade e socioecoeficiência, refletindo sobre a relação entre estes e suas atitudes do dia a dia.
A simulação, que tem cerca de duas horas de duração, funciona da seguinte maneira: os até seis jogadores formam uma equipe ao redor do tabuleiro que trabalhará para recuperar uma das cidades escolhidas – Hashima (Japão), Balestrino (Itália) e São João Marcos (Brasil) – através de diversas etapas.
A primeira etapa é, através das informações fornecidas, avaliar quais foram as principais causas do abandono da cidade. Se os participantes souberem analisar bem a situação, passam para a segunda fase, na qual são apresentadas diversas opções para recuperar a cidade e torná-la novamente habitável.
Se souberem eleger bem as melhores alternativas para recuperar a cidade, os jogadores passam para o próximo nível, que é decidir como cada opção dessa será melhor aplicada na cidade.
Nessa etapa, vale examinar como cada alternativa pode ser colocada em prática de forma mais socioecoeficiente: em Hashima, no Japão, por exemplo, cujo abandono foi causado principalmente pelo declínio na exploração de carvão, principal atividade econômica desenvolvida na ilha, uma boa opção é apostar na pluralidade de atividades econômicas, como turismo e pesca, evitando que a habitação da cidade se torne inviável caso uma das atividades econômicas sofra algum tipo de crise.
Se essa fase for concluída com sucesso, os participantes passam para a próxima, que depende um pouco da sorte; é hora de verificar como se desenvolveram as alternativas elencadas por eles.
Caso haja necessidade ou desejo de mudanças, os jogadores podem fazer alterações no tipo de atividades econômicas, geração de energia e opções de abastecimento de água e saneamento básico que escolheram, correndo o risco de melhorar ou piorar a situação.
Ao final, são calculados quantos pontos, de 0 a 100, os participantes fizeram no desenvolvimento socioecoeficiente da cidade. Quanto maior o índice de socioecoeficiência, maior será a longevidade da cidade.
O jogo foi criado a partir da necessidade de se traduzir o conceito de socioecoeficiência para diversos públicos, principalmente o corporativo. Além disso, a FEE acredita que é uma ferramenta que permitirá às empresas aprimorarem a visão de seus modelos de gestão, identificando os impactos da sustentabilidade em seu negócio.
Para Fernando Feitoza, gerente de Educação para a Sustentabilidade da FEE, um aspecto importante do jogo é que ele propõe um pensamento crítico sobre os três pilares da sustentabilidade: a conservação de recursos naturais, os aspectos sociais e o papel econômico. Segundo ele, quando se fala em sustentabilidade, ainda costuma-se associar apenas a conservação dos recursos naturais ao termo.
“Com o jogo, queremos que os participantes reflitam sobre seu cotidiano e como suas decisões podem ser mais conscientes, gerando um aprendizado concreto dessa experiência. Isso pode ser aplicado tanto no ambiente de negócio para aprimorar o processo decisório, como também no dia a dia, por meio da busca por produtos mais sustentáveis, por exemplo”, comentou Feitoza.
Nesta semana, o jogo estará em demonstração para o público empresarial e para a imprensa nas capitais da região Sul (Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre). De acordo com os desenvolvedores, primeiramente a ferramenta está sendo disponibilizada apenas conforme a demanda das empresas, pois a fundação ainda não tem condições de aplicá-la em grande escala.
Interessados podem entrar em contato com a FEE pelo site da entidade.
(Instituto Carb0noBrasil)
Lançado jogo para estimular gerenciamento sustentável
Lançado jogo para estimular gerenciamento sustentável

Substância de peixe pode dar origem a roupas esportivas e à prova de balas


Substância de peixe pode dar origem a roupas esportivas e à prova de balas

Cientistas da Universidade de Guelph, no Canadá, descobriram que é possível criar um tecido a partir de uma substância liberada pelo peixe-bruxa, que vive em regiões abissais. O muco liberado pelo animal pode ser transformado em roupas esportivas e até mesmo em coletes à prova de balas.
A alternativa é ideal para substituir tecidos sintéticos, como o náilon e a lycra, que são produzidos a partir do petróleo. Se o muco do peixe-bruxa for utilizado na confecção destes tecidos, o petróleo, que é uma fonte não-renovável, poderá ter o uso mais restrito, diminuindo boa parte das emissões de carbono da indústria têxtil.
A curiosa espécie que produz a matéria-prima para o novo tecido ecológico não possui mandíbulas, nem espinha dorsal e vive no fundo do mar há mais de 500 milhões de anos. Também chamado de myxini (do grego, “myxa”, muco), o peixe-bruxa produz uma fibra elástica extremamente forte para se proteger, asfixiando seus predadores. Porém, depois que a substância seca, ganha uma textura sedosa, que pode ser utilizada para a confecção de tecidos.
O método desenvolvido pelos pesquisadores canadenses deve encontrar algumas dificuldades, principalmente no processo de produção. “Por enquanto, não poderíamos ter fazendas para produzir peixes-bruxa da mesma forma como fazemos com vacas, frangos ou outros animais domesticados”, diz Douglas Fudge, coordenador do projeto. “Sabemos pouco sobre a reprodução da espécie, e, até agora, ninguém conseguiu gerar um peixe-bruxa em cativeiro”, completa o cientista.
Para Tim Winegard, cientista engajado no projeto, o peixe-bruxa também não leva muita vantagem no aspecto mercadológico, já que o tecido é produzido a partir de uma substância gosmenta liberada por um bicho que não tem uma aparência muito amigável. Mesmo assim, a equipe vem realizando esforços para confeccionar os primeiros exemplares deste tecido ecológico.
*Com informações do Inovação Tecnológica.
(CicloVivo)
A alternativa é ideal para substituir os tecidos sintéticos produzidos a partir do petróleo. | Foto: Reprodução/Facebook
A alternativa é ideal para substituir os tecidos sintéticos produzidos a partir do petróleo. | Foto: Reprodução/Facebook