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19/09/2012

Os ursos não precisam de petróleo


Para protestar contra as perfurações feitas pela Shell em busca de petróleo no frágil ecossistema do Ártico, ativistas do Greenpeace Holanda fecharam hoje de manhã 51 postos de gasolina da empresa no país.
O objetivo dos ativistas é fechar o máximo de postos pelo maior período de tempo possível bloqueando as mangueiras de combustível. A ação é parte da campanha “Salve o Ártico” e procura chamar a atenção para os perigos da exploração de petróleo na região e para os riscos de um acidente e vazamento de óleo cujas consequências seriam catastróficas e irreversíveis.
Apenas a venda de petróleo e de diesel foram afetadas e para não atrapalhar os motoristas foram disponibilizadas formas alternativas para reabastecer os automóveis nas áreas em que a venda de combustível foi paralisada.
“Não precisamos de petróleo do Ártico. Podemos fazer a transição para uma forma de energia limpa agora visando um futuro sustentável”, defende Rolf Schipper, da Campanha de Clima e Energia. A corrida pelo petróleo coloca em risco um dos ecossistemas mais importantes e frágeis da Terra. Tudo isso pela busca de um volume de petróleo que poderia suprir as necessidades do planeta por apenas 3 anos.
Mais de 1,8 milhão de pessoas já assinaram a petição do Greenpeace para criar um santuário ecológico no Ártico. Entre elas, celebridades como Paul McCartney e Penélope Cruz, que reconhecem a importância da preservação desse ecossistema. Participe também e assine a petição em http://www.salveoartico.org.br/.
Fonte: Greenpeace
Ativistas protestam contra a Shell na Holanda. A empresa deu início às perfurações no Ártico em busca de petróleo no domingo, 9 de setembro. (©Michiel Wijnbergh/Greenpeace)
Ativistas protestam contra a Shell na Holanda. A empresa deu início às perfurações no Ártico em busca de petróleo no domingo, 9 de setembro. (©Michiel Wijnbergh/Greenpeace)

Japão abandonará geração nuclear de energia em 2040


Todos os 50 reatores nucleares japoneses em atividade serão desligados até o ano de 2040, afirmou o primeiro-ministro Yoshihiko Noda neste fim de semana. Existia a possibilidade de que a data fosse 2030, mas temendo o risco de apagões, o governo resolveu aumentar o prazo em dez anos.
A nova política, batizada de “Estratégia Energética e Ambiental Revolucionária”, promete desligar todos os reatores nos próximos 30 anos, cortar o consumo de eletricidade em 10% e ampliar o uso de fontes renováveis dos atuais 10% da matriz para 30%.
“O que o Japão precisa são políticas decisivas que façam o que é necessário sem atrasos ou procrastinação. Todos os recursos do país estarão voltados para o fim da geração nuclear até 2040”, afirmou Noda.
Antes do acidente de Fukushima, em março de 2011, as usinas nucleares respondiam por 30% da demanda japonesa. Para compensar a saída de toda essa eletricidade, o país está investindo pesado em fontes alternativas, como a solar e a eólica. De acordo com estimativas da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), mais US$ 34 bilhões deverão ser destinados a essas tecnologias em 2012.
Somente no primeiro semestre deste ano, o governo japonês autorizou mais de 33 mil projetos de energia renovável. Destes, 81 são grandes instalações solares com capacidade maior do que 1 megawatt (MW).
Enquanto a geração alternativa não se consolidar, o Japão deve gastar R$ 80 bilhões ao ano na importação de combustíveis fósseis.
“Fukushima lembrou o mundo como a geração nuclear pode ser perigosa. A decisão japonesa envia uma forte mensagem para todos os países que utilizam usinas nucleares”, afirmou Andrew Pendleton, da ONG Friends of the Earth.
A Alemanha também já anunciou que abandonará a geração nuclear, desligando todos os seus reatores até 2022.
Fonte: Instituto Carbono Brasil
Japão abandonará geração nuclear de energia em 2040
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