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07/08/2012

O consumismo: uma doença?


No coração da selva do Petén, no que atualmente é a Guatemala, no cume do Templo IV, joia arquitetônica legada pelos maias do Período Clássico, duas jovens turistas norte-americanas – com roupa Calvin Klein, com sapatos Nike, óculos escuros Rayban, telefones celulares Nokia, câmeras fotográficas digitais Sony, videofilmadoras JVC e cartão de crédito Visa, hospedadas no hotel Westing Camino Real e tendo viajado com milhas de “viajante frequente” por meio de American Air Lines, hiperconsumidoras de Coca-Cola, Mc Donald’s e de cosméticos Revlon – comentavam, ao escutar os gritos de macacos nas copas das árvores próximas: “Pobrezinhos, gritam de tristeza, porque não têm por perto um ‘super’ onde possam fazer compras”…
Consumir, consumir, hiperconsumir, consumir mesmo que não seja necessário; gastar dinheiro; ir ao shopping… Tudo isso passou a ser a consigna do mundo moderno. Alguns – os habitantes dos países ricos do Norte e as camadas acomodadas dos do Sul – conseguem sem problemas. Outros, os menos afortunados – a grande maioria do planeta – não. Porém, da mesma forma, são compelidos a seguir os passos ditados pela tendência dominante: quem não consome está out, é um imbecil, sobra, não é viável. Mesmo correndo o risco de se endividarem, todos têm que consumir. Como ousar contradizer as sacrossantas regras do mercado?
Poderíamos pensar que o exemplo das jovens acima apresentado é uma ficção literária – uma má ficção, por certo. Porém, não: é uma tragicômica verdade. O capitalismo industrial do Século 20 teve como resultado as chamadas sociedades de consumo onde, asseguradas as necessidades primárias, o acesso a banalidades supérfluas passou a ser o núcleo central de toda a economia. Desde a década de 1950, primeiro nos Estados Unidos, em seguida na Europa e no Japão, a prestação de serviços superou a produção de bens materiais. Supostamente, os bens suntuários ou destinados não somente a garantir a subsistência física (recreação, compras não unitárias, mas por quantidades, mercadorias desnecessárias, porém impostas pela propaganda, etc.) encabeçam a produção geral. Por que essa febre consumista?
Todos sabemos que a pobreza implica carência, falta; se alguém tem muito é porque outro tem muito pouco, ou não tem. Em uma sociedade mais justa, chamada socialismo, “ninguém morrerá de fome porque ninguém morrerá de indigestão”, disse Eduardo Galeano. Não é necessário um doutorado em economia política para chegar a entender essa verdade. Porém, contrariamente ao que se poderia considerar como uma tendência solidária espontânea entre os seres humanos, quem mais consome anseia, mais do que tudo, continuar consumindo. A atitude das sociedades que têm seguido a lógica do hiperconsumo não é de detê-lo, repartir tudo o que se produz com equidade para favorecer aos despossuídos, deter o saqueio impiedoso dos recursos naturais. Não, ao contrário, o consumismo traz mais consumismo. Um cachorro de uma casa de classe média do Norte come uma média anual de carne vermelha maior do que um habitante do Terceiro Mundo.
Enquanto muita gente morre de fome e não tem acesso a serviços básicos no Sul (água potável, alfabetização mínima, vacinação…), sem a menor preocupação e quase com frivolidade são gastas quantidades incríveis em, por exemplo, cosméticos (US$ 8 bilhões anuais nos Estados Unidos), ou sorvetes (US$ 11 bilhões anuais na Europa), ou comida para mascotes (US$ 20 bilhões anuais em todo o primeiro mundo). Então, os seres humanos somos uns estúpidos e superficiais individualistas, desperdiçadores irresponsáveis, compradores vazios compulsivos? Responder afirmativamente seria parcial, incompleto. Sem dúvida, todos podemos entrar nessa louca febre consumista; a questão é ver porque esta é instigada, ou ainda mais: fazer algo para que esta não continue sendo instigada. Isto leva a reformular a ordem econômico-social global vigente. Essa loucura não pode continuar!
Mas, é certo que nas prósperas sociedades de consumo do Norte surgem vozes chamando a uma ponderada responsabilidade social (consumos racionais, energias alternativas, reciclagem dos desperdícios, ajuda ao subdesenvolvido Sul…), mas não devemos esquecer que essas tendências são marginais, ou, pelo menos, não têm a capacidade de incidir realmente sobre o todo.
Recordemos, por exemplo, o movimento hippie, dos anos 60 do século passado: apesar de representar um honesto movimento anticonsumo e um questionamento aos desequilíbrios e injustiças sociais, o sistema finalmente acabou devorando-o. Dito seja de passo: as drogas ou o rock and roll, suas insígnias das décadas dos 1960 e 1970, acabaram sendo outras tantas mercadorias de consumo massivo, geradoras de grandes lucros (não para os hippies, precisamente!).
Uma vez fomentado o consumismo, tudo indica que é muito fácil – muito tentador, sem dúvida – ficar seduzido por suas redes. Por exemplo: os polímeros (as distintas formas de plástico) constituem uma invenção recente na história; no Sul chegam em meados do Século 20; porém, hoje, nenhum habitante de nenhum empobrecido país poderia viver sem eles; e, de fato, em proporção, são consumidos mais nos países empobrecidos do que no mundo desenvolvido, onde começa a haver uma busca por material reciclado. Por diversos motivos (para estar na moda que lhe impuseram?), é mais provável que um pobre do Terceiro Mundo compre uma cesta de plástico do que de cipó. O consumismo, uma vez em marcha, impõe uma lógica própria da qual é difícil desvencilhar-se. É “aditivo”…
Do mesmo modo, e sempre nessa dinâmica, vejamos o que acontece com o automóvel. Atualmente, é mais do que sabido que os motores de combustão interna – ou seja, os que rendem tributo à monumental indústria do petróleo – são os principais agentes causadores do efeito estufa; sabe-se que produzem um morto a cada dois minutos em escala planetária devido aos acidentes de trânsito, inconvenientes que poderiam ser resolvidos ou pelo menos minimizados com o uso maciço de meios de transporte público, mais seguros em termos de segurança individual e ecológica (um só motor pode transportar cem pessoas, por exemplo); porém, até que não se acabe a última gota de petróleo não haverá veículos impulsionados por energias limpas (água ou sol, por exemplo).
Um motor queimando combustíveis fósseis por pessoa não é sustentável a longo prazo em termos ambientais; porém, curiosamente, para os primeiros 25 anos do século em curso, as grandes corporações de fabricantes de automóveis estimam vender um bilhão de unidades nos países do Sul, e os habitantes dessas regiões do globo, sabendo de tudo o que se escreveu acima e conhecedores dos disparates irracionais que significa mover-se em cidades atoladas de veículos, estão festejando o boom dessas máquinas fascinantes.
Nessa lógica, quem pode, mesmo endividando-se durante anos, faz o impossível para obter seu “zero quilômetro”. Tudo isso nos leva a duas conclusões: por um lado, parece que todos os seres humanos somos muito manipuláveis, fáceis de convencer (os publicitários sabem disso perfeitamente). A semiótica ou a psicologia social de cunho norte-americano, centrada no manejo mercadológico das massas, dizem o mesmo. Se não fosse assim, George W. Bush, um alcoólatra recuperado, pouco douto nas lides políticas, não poderia ter sido presidente de seu país por duas gestões (graças a um vídeo sensacionalista em sua segunda campanha presidencial, por exemplo, que explorou os medos irracionais do eleitorado); ou o cabo de exército alemão Adolf Hitler não poderia ter feito o “educado” povo alemão acreditar ser uma raça superior e levá-lo a um holocausto de proporções dantescas.
Porém, por outro, como segunda conclusão – e isso é, sem dúvida, o nó górdio do assunto – as relações econômico-sociais que desenvolveram com o capitalismo não oferecem saída para essa cilada da dinâmica humana. O grande capital não pode deixar de crescer; porém, não pensando no bem comum: cresce, da mesma forma que um tumor maligno, de forma descontrolada, desordenada, sem sentido. Para que a grande empresa tem que continuar se expandindo? Porque sua lógica interna a força a isso; não pode deter-se, mesmo que isso não sirva para nada em termos sociais. Por que os milionários donos de suas ações têm que continuar sendo cada vez mais milionários? Porque a dinâmica econômica do capital o força; porém, não porque esse crescimento sirva à população. E esse crescimento, justamente – como tecido cancerígeno – se faz a expensas do organismo completo, do todo social, nesse caso; fazendo-se consumir, consumir o desnecessário; depredando recursos naturais e tornando-nos cada vez mais bobos; manipulando nossas emoções com as técnicas de comércio, para que continuemos comprando. “Pobrezinhos, gritam de tristeza, porque não têm por perto um ‘super’ onde possam fazer compras”…
Ditando modas, fixando padrões de consumo, obrigando a mudar desnecessariamente os produtos com ciclos cada vez mais curtos (obsolescência programada), fazendo sentir como um “selvagem primitivo” a quem não segue esses níveis de compra contínua, com refinadas – e patéticas – técnicas de comercialização (propaganda enganosa, manipulação midiática que não dá sossego, crédito pré-aprovado…), o grande capital, dominador cada vez mais absoluto do cenário econômico-político-cultural do planeta, impõe o consumo com mais ferocidade que as forças armadas que o defendem lançam bombas sobre territórios rebeldes que resistem a seguir esse roteiro.
Por certo que, dadas certas circunstâncias, o “consumismo” desenfreado poderia ser considerado como uma conduta patológica. De fato, na Classificação Internacional das Enfermidades (CIE), da Organização Mundial da Saúde, bem como no Manual de Transtornos Mentais, da Associação de Psiquiatras dos Estados Unidos (DSM), versão IV, aparece como uma possível forma das compulsões. E, a partir dessa matriz médico-psiquiatrizante, a “compra compulsiva” pode chegar a ser descrita como uma categoria diagnóstica determinada. “Preocupação frequente com as compras ou o impulso de comprar, que se experimenta como irresistível, invasivo e/ou sem sentido. Compras mais frequentes do que uma pessoa se pode permitir e de objetos que não são necessários, ou sessões de compras durante mais tempo do que se pretendia.”
Sem negar que isso exista como variável psicopatológica (“calcula-se que a compra compulsiva atinge entre 1,1% e 5,9% da população geral e é mais comum entre as mulheres do que entre os homens”), o consumismo voraz que o sistema nos impõe é mais do que uma conduta compulsivo-aditiva individual. Em todo caso, nos fala de uma “enfermidade” intrínseca ao próprio sistema. Se as jovens do exemplo que dei no começo desse artigo são tão “estúpidas”, frívolas e superficiais, são apenas o sintoma de um transtorno que se move atrás delas. Transtorno que, certamente, não se resolve com nenhum produto farmacêutico, com um novo medicamento milagroso, com outra mercadoria a mais para consumir, por melhor apresentada e por mais publicidade que tenha. Ao contrário, se resolve mudando o curso da história.
Fonte: Adital
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O consumismo: uma doença?
O consumismo: uma doença?

Aeroporto de Oregon é top em iniciativas sustentáveis


Portland, localizada em Oregon, nos Estados Unidos, é uma das cidades mais verdes do mundo, segundo o portal Inhabitat. Os critérios de sustentabilidade podem ser vistos até mesmo no aeroporto internacional do município.
Por fora, o Portland International Airport (PDX) já chama a atenção pelo seu exuberante jardim vertical, que naturalmente fornece sombreamento ao parque de estacionamento, além de deixar a fachada mais bonita, em relação à cor cinza de outros aeroportos.
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Mas além de verde por fora, a construção também é verde por dentro. Ela é coberta por uma abóbada de vidro com painéis solares que produzem atualmente cerca de 12.000 kilowatt-hora de energia por ano.
O PDX também conta com um bem sucedido programa de desvio de resíduos alimentares e deixa de enviar para aterros várias toneladas de resíduos de alimentos a cada mês.
As iniciativas sustentáveis do aeroporto foram reconhecidas pela revista Conde Nast Traveler, que colocou o PDX no topo do ranking nacional dos aeroportos construídos nos últimos quatro anos.
Fonte: EcoD
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A fachada do aeroporto é coberta por um jardim vertical | Fotos: Yuka Yoneda
A fachada do aeroporto é coberta por um jardim vertical | Fotos: Yuka Yoneda

USP realiza treinamento gratuito em gestão do lixo eletrônico


Onde você descarta aquele seu celular ultrapassado ou o computador que já não é rápido o suficiente? De acordo com a Política Nacional dos Resíduos Sólidos,aprovada em 2010, o procedimento adequado seria utilizar a logística reversa, ou seja, devolver o produto para quem o fabrica. Para tanto, o ideal é promover a inclusão dos catadores para ajudar na gestão do descarte e do reaproveitamento do lixo eletrônico.
Com esse objetivo, a USP (Universidade de São Paulo) criou o programa Eco-Eletro, em parceria com o Instuto Gea – Ética e meio Ambiente, para instruir os participantes sobre melhores práticas de manuseio e reciclagem das peças. O curso será realizado entre 6 e 17 de agosto, e terá enfoque teórico e prático. Interessados em participar podem enviar um e-mail para terezacarvalho@usp.br.
“Orientamos sobre questões relacionadas aos riscos para saúde ao manusear os componentes das máquinas e também ajudamos na elaboração de um plano de negócios para aumentar a rentabilidade com a venda desse material”, afirmou à Folha Tereza Carvalho, coordenadora do Laboratório de Sustentabilidade em Tecnologia da Informação e Comunicação (Lassu/USP). Mais de 150 pessoas já foram capacitadas pelo programa.
Com o crescimento três vezes maior que o lixo comum, o lixo eletrônico é um dos maiores problemas na gestão de resíduos do mundo. São cerca de 50 toneladas descartadas todos os anos. Somente no Brasil, cada habitante “produz” em média meio quilo anualmente.
Fonte: EcoD
USP realiza treinamento gratuito em gestão do lixo eletrônico
USP realiza treinamento gratuito em gestão do lixo eletrônico

Israelense cria bicicleta de papelão com apenas 9 dólares


Embora pareça impossível, o israelense Giora Kariv mostrou que dá para construir quase qualquer coisa com papelão reciclado. Com uma bagatela de apenas 9 dólares, ele criou uma bicicleta a partir das embalagens descartadas pelo comércio. Ele acredita que sua bike ecológica pode melhorar a vida de comunidades pobres porque, além de estimular a reciclagem, ela é forte, durável e, principalmente, barata.
Mais do que uma boa dose de criatividade, o israelense precisou foi mesmo de uma enorme determinação. “Todo mundo dizia que seria impossível, mas eu estava tão obcecado por essa essa ideia que precisava tentar”, conta em um vídeo sobre a empreitada.
Apaixonado pelas magrelas, ele se inspirou numa história que ouviu de um vendedor de uma loja de bicicletas sobre uma canoa feita de papelão. Ficou com ideia na cabeça e pensou: por que não fazer uma bicicleta assim?
“Não havia conhecimento no mercado sobre como trabalhar com papelão além da confecção de embalagens. Então, fui testando métodos diferentes. Basicamente, uso a mesma técnica de dobraduras de origamis japoneses”, explica.
Kariv trabalhou duro e dobrou muito papelão para chegar ao protótipo ideal, que combina o design tradicional de uma bike e a resistência – ela tem capacidade de suportar o peso de uma pessoa de até 140 quilos. O resultado impressiona: uma vez pronta, não dá nem para acreditar que é feita de papelão.
Fonte: Exame.com
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Kariv: “Todo mundo disse que seria impossível, mas estava tão obcecado que precisava tentar”
Kariv: “Todo mundo disse que seria impossível, mas estava tão obcecado que precisava tentar”

Brasileira é escolhida pela ONU para criar metas globais sustentáveis


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, convocou a brasileira Vanessa Petrelli Corrêa, atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para fazer parte do Painel Consultivo que vai elaborar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cujas bases foram lançadas na Rio+20.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável aconteceu de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, e reuniu mais de cem chefes de Estado no Riocentro, onde debateram como o mundo pode se desenvolver sem impactar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, reduzindo a pobreza.
Vanessa será a única representante do país no grupo, que reúne ainda outros 25 membros da sociedade civil, do setor privado e de governos como China, EUA, França, Alemanha, Cuba, Índia e México. Serão copresidentes das discussões o premiê britânico, David Cameron, e os presidentes da Indonésia, Susilo Yudhyono, e da Libéria, Ellen Sirleaf.
O debate terá início no fim de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York.
Indefinição dos ODS foi motivo de frustração na conferência
Esperados como um dos principais trunfos da Rio+20, o que não aconteceu, os ODS seriam metas perseguidas pelos países para avançar ambiental, política e socialmente, reduzindo a disparidade entre nações ricas e pobres.
O documento “O futuro que queremos”, gerado na conferência, determinou a abertura do processo de discussão para criar essas metas, cujo primeiro rascunho terá que ser apresentado até setembro de 2013. Os ODS devem ser definidos para entrarem em vigor em 2015, quando terminam os prazos dos Objetivos do Milênio.
A presidente do Ipea, Vanessa Petrelli, foi escolhida pela ONU para integrar painel que vai criar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. (Foto: Ascom/Ipea)A presidente do Ipea, Vanessa Petrelli, foi escolhida pela ONU para integrar painel que vai criar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. (Foto: Ascom/Ipea)
Segundo Vanessa Petrelli, a opinião brasileira será levada ao debate. “[A reunião de setembro] será o primeiro momento para levar nossas propostas. O Brasil terá um papel importante”, disse Vanessa.
Para ela, divergências que já foram registradas na conferência do Rio de Janeiro – países ricos “apertando o cinto” devido à crise e os pobres querendo mais dinheiro para crescer economicamente — deverão surgir durante as reuniões do Painel Consultivo da ONU. “Mas é um momento de avançar nas propostas e de articular com outros grupos”, explica.
Medidas aprovadas na Rio+20
O documento produzido na Rio+20 prevê a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro das Nações Unidas, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”.
Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.
Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento de um mecanismo jurídico dentro da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Unclos, na sigla em inglês) que estabelece regras para conservação e uso sustentável dos oceanos.
Pobreza
O texto estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta e recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.
Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.
Fonte: G1
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Brasileira é escolhida pela ONU para criar metas globais sustentáveis
Brasileira é escolhida pela ONU para criar metas globais sustentáveis

Projeto da Renault transforma lodo em matéria-prima de peças metálicas


Um projeto da Renault transforma os resíduos do lodo da Estação de Tratamento de Efluentes Industriais do Complexo Ayrton Senna, na Grande Curitiba (PR), em matéria-prima na produção de peças metálicas em fundições e siderúrgicas. O processo é realizado junto a uma empresa recicladora, que recebe o lodo encaminhado e, posteriormente, realiza o tratamento.
O processo consiste, basicamente, na secagem e volatilização (vaporização) da umidade e líquidos do lodo, transformando-o em uma espécie de pó metálico. Este pó ganha a forma de briquetes que são destinados às siderúrgicas ou fundições para a fabricação de aço, dando origem a peças metálicas diversas.
Segundo a Renault, o processo não gera qualquer resíduo, pois as cinzas existentes após a secagem do lodo são completamente incorporadas ao briquete. Desta forma, mais de 800 toneladas de lodo da estação de tratamento são recicladas por ano.
“Nesta área, o Instituto Renault está comprometido com a melhoria da qualidade ambiental, por meio do gerenciamento de resíduos fabris, da redução de impactos ambientais e com o desenvolvimento da mobilidade sustentável”, destacou Antonio Calcagnotto, diretor de relações institucionais da Renault do Brasil.
Recentemente, a empresa automotiva obteve o sexto melhor desempenho entre as 114 empresas avaliadas na oitava edição da Pesquisa de Gestão Sustentável, a maior do gênero da região Sul do Brasil. Realizado pela consultoria Aequo Soluções em Sustentabilidade, o estudo funciona como um mapa da responsabilidade social. Além do sexto lugar geral, a Renault também ficou entre as dez melhores empresas avaliadas nos temas “Questões do Consumidor” e “Meio Ambiente”.
A empresa receberá o Certificado de Sustentabilidade no Fórum de Gestão Sustentável, evento que será realiado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, em setembro de 2012.
Fonte: EcoD
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Vista aérea da fábrica da Renault no Complexo Ayrton Senna.
Vista aérea da fábrica da Renault no Complexo Ayrton Senna.

Milhões de bolinhas de plástico surgem em praias de Hong Kong


Centenas de milhões de pequenas bolinhas de plástico, potencialmente tóxicas, surgiram nas praias de Hong Kong há mais de uma semana, depois de que seus contêineres caíram de uma embarcação durante o pior tufão em 13 anos a atingir Hong Kong, afirmaram ativistas.
O governo de Hong Kong estimou que 150 toneladas de bolinhas podem ter sido derramadas em suas praias, informou a TV de Hong Kong no sábado.
A imprensa local questionou o governo pela falta de um aviso ao público sobre o vazamento, quase duas semanas depois que o tufão Vicente, que teve o seu nível aumentado para dez, pela primeira vez desde 1999, quando o serviço meteorológico da cidade recebeu este nível de alerta pela última vez.
Embora as bolinhas de plástico sejam inofensivas no seu estado original, elas absorvem toxinas e poluentes ao longo do tempo e poderão envenenar a cadeia alimentar quando criaturas marinhas as consumirem.
Também conhecida como “nurdles” ou lágrimas de sereia, as pequenas pelotas são muito utilizadas para a fabricação de produtos de plástico.
“Parecia que havia nevado no leste de Lamm,” disse Gary Stokes, um representante local da “Sea Shepherd Conservation Society”, uma organização internacional, sem fins lucrativos, de preservação da vida marinha, que está trabalhando com as autoridades locais para limpar a área.
Stokes estava se referindo às praias da costa oriental da Ilha de Lamma, que fica ao sul da principal ilha de Hong Kong e em torno da qual os resíduos de três containeres de bolinhas de cor branca, foram encontrados.
Stokes disse que o governo de Hong Kong estava cooperando e ajudando. Ninguém da Agência de Proteção Ambiental de Hong Kong foi encontrado para comentar o assunto neste sábado.
A China Petroleum and Chemical Corp. (Sinopec), fabricante das bolinhas de plástico, informou que elas não são tóxicas ou perigosas, por si só.
“Estamos organizando pessoas, na maioria voluntários, para ajudar a limpar e recolhê-las, provavelmente amanhã”, disse Huang Wenshend, secretário da empresa.
Fonte: Folha.com
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Voluntário recolhe bolinhas em praia de Hong Kong; contêineres caíram de uma embarcação durante tufão
Voluntário recolhe bolinhas em praia de Hong Kong; contêineres caíram de uma embarcação durante tufão