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11/02/2012

Ação judicial questiona corte de áreas na floresta amazônica

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, propôs na quinta-feira (9) uma ação direta de inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal contra uma medida provisória que reduz sete áreas protegidas na Amazônia para fazer hidrelétricas.
A MP 558, editada em janeiro pela presidente Dilma Rousseff, visa cortar as unidades de conservação –entre elas o parque nacional da Amazônia, o mais antigo da região– para abrigar, entre outras hidrelétricas, a de São Luiz do Tapajós, no Pará.

São Luiz alagará 15 mil hectares do parque nacional da Amazônia, 393 hectares da floresta nacional de Itaituba, 1,21 mil hectares da floresta nacional de Itaituba 2 e 15 mil hectares da área de proteção do Tapajós. A área total equivale a quase um terço da cidade de São Paulo.

Também esbarram em áreas protegidas as usinas de Jatobá, no rio Jamanxim, de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, e a planejada usina de Tabajara, no rio Machado.

Para evitar a sobreposição, o governo resolveu cortar a área dos parques.

Na ação, Gurgel afirma que as unidades alvejadas pelo Planalto têm “extrema relevância” para a preservação da Amazônia e que alterações nos limites de unidades de conservação só podem ser feitas por lei, não por MP.

O procurador já havia movido uma ação contra uma MP anterior, a 542, de 2011, que reduzia três áreas protegidas na Amazônia.

Ela expirou sem ser apreciada pelo Congresso e foi ressuscitada na MP de janeiro, que inclui mais quatro áreas.

Quando a MP 542 foi editada, o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, defendeu-a. “A presidente [Dilma] entende que para o país é uma coisa urgente.”

Gurgel diz na ação que não há urgência, já que Tabajara é só uma ideia e que São Luiz e Jatobá nem tiveram o licenciamento ambiental iniciado.

Procurado pela Folha, Mello disse que a AGU (Advocacia-Geral da União) faria a defesa do projeto.

Autor: Claudio Angelo

Fonte: Folha.com

Código Florestal será votado no dia 6 de março na Câmara

O novo Código Florestal voltará à pauta da Congresso Nacional no dia 6 de março, data acertada entre governo e parlamentares para votação do texto na Câmara dos Deputados. A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara, sofreu mudanças no Senado e deve ser levada diretamente ao plenário, sem passar por comissões da Casa. Depois da Câmara, a nova legislação ambiental deverá finalmente seguir para sanção presidencial.

A data e o acordo para votação foram discutidos ontem (7) em reunião entre a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Os relatores do texto no Senado, senadores Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), o novo relator da proposta na Câmara, Paulo Piau (PMDB-MG), e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, também participaram da reunião.

“Já foi acertada no colégio de líderes a votação para os dias 6 ou 7 de março. A reunião de hoje era para afinar essa posição”, disse Piau.

O relator informou que pediu contribuições ao texto de universidades e organizações da sociedade civil e que as avaliações serão apresentadas aos ministros em nova reunião na próxima semana. “Conversei com dez consultores e especialistas, e todos foram unânimes em dizer que o texto do Senado melhorou muito”, contou.

Apesar do aparente acordo, algumas questões provocaram polêmica na tramitação no Senado e deverão ser rediscutidas na Câmara. Entre as mudanças feitas ao texto pelos senadores está a determinação de que as áreas desmatadas irregularmente até 2008 sejam consideradas consolidadas e que os produtores que desmataram depois desse período sejam obrigados a recompor suas reservas legais. A bancada ruralista na Câmara não ficou satisfeita com a obrigatoriedade de recomposição e, em dezembro, já dava sinais de que não aceitaria a mudança no texto.

A expectativa é que os deputados concordem em elaborar um “emendão”, juntando todas as propostas complementares à versão do Senado em uma só emenda ao texto.

Contrárias às possíveis flexibilizações na legislação florestal, organizações ambientalistas já estão em campanha para pedir o veto da presidenta Dilma Rousseff a pontos do novo código que permitam novos desmatamentos ou reduzam a proteção das matas nativas.
Autor: Luana Lourenço   –   Fonte: Agência Brasil

Desmatamento foi quase zero em três biomas, diz MMA

O Ministério do Meio Ambinete divulgou nesta quinta-feira (10) dados referentes aos anos de 2008 e 2009 do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS) que mostram uma  queda no ritmo do corte da vegetação no período na Mata Atlântica, no Pantanal e nos Pampas.
Nenhum dos três biomas apresentou um desmatamento acima de 0,18%, o que pode ser atribuído em parte aos avanços de produtividade e de pesquisa agrícolas. Uma prova de que o Brasil não precisa destruir para crescer. 
 “Não há tanta necessidade de expansão de área para aumentar a produção”, explicou o secretário-executivo de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias.
A ministra Izabella Teixeira afirmou que a busca pelo desmatamento zero devo continuar, sempre procurando melhorar a fiscalização.
“O resultado mostra que se está reduzindo a magnitude do desmatamento. Embora ainda esteja acontecendo, acontece num ritmo muito menor do que até 2008. Estamos chegando perto daquele alvo almejado por todos de ter desmatamento zero nesse bioma [Mata Atlântica]”, destacou a ministra.
Os dados apresentados, que quantificam desmatamentos de áreas nativas, são resultados do programa que começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.
O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal.
Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.
Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região.
Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002.
Três Biomas
Pampa – Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 Km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo.
Dos seus 177.767 Km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 Km², que equivale a  1,2% do bioma , ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 Km² equivalentes a 0,67% da área do município.
A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.
Mata Atlântica – A área desmatada corresponde a 248 Km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 Km² de vegetação nativa.
O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.
Pantanal – Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 Km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 Km². Entre 2008-2009, perdeu 188 Km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.
As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.
Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura.
Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.
O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.
Comparativo – Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 Km²); Amazônia (7.464 Km²); Caatinga (1.921 Km²); Pampa (331 Km²); Mata Atlântica (248 Km²) e Pantanal (118 Km²).
Para mais informações, acesse a página do Projeto de Monitoramento.
Confira a apresentação completa dos dados:
Fonte: MMA/Agência Brasil - Disponível Instituto Carbono Brasil
O Ministério do Meio Ambinete divulgou nesta quinta-feira (10) dados referentes aos anos de 2008 e 2009 do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS) que mostram uma queda no ritmo do corte da vegetação no período na Mata Atlântica, no Pantanal e nos Pampas.

08/02/2012

Europa deve ter compromisso com energia renovável, diz comissária

A Comissão Europeia pediu nesta terça-feira (7) aos países da União Europeia que se comprometam com o desenvolvimento de energias renováveis em um prazo de dois anos, quando será realizado o próximo Conselho de Ministros comunitários de Energia.
“Queremos estabelecer objetivos comuns e talvez alguns não vinculativos para 2030, e queremos fazer isto durante o mandato desta Comissão (que termina em 2014)”, defendeu o comissário de Energia europeu, Gunther Oettinger, durante sua participação em conferência sobre o setor realizada em Bruxelas, na Bélgica.
O “puxão de orelhas” de Oettinger aquece os motores para a reunião de titulares do ramo da UE, que será realizada na próxima terça-feira na capital comunitária.
“A bola está nas mãos dos estados-membros, os investimentos valem o esforço”, garantiu a comissária europeia de Ação pelo Clima, Connie Hedegaard, que também respaldou neste mesmo fórum a necessidade da comunidade europeia em assumir novos compromissos vinculativos.
Custo alto
Tanto Oettinger quanto Hedegaard insistiram na criação de estratégias sobre energia e para o desenvolvimento do setor das fontes renováveis em longo prazo, que ofereçam segurança aos investidores.
A redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) é o “denominador comum” sobre o qual os países membros devem trabalhar, ressaltou Oettinger, explicando que estes podem escolher diversas estratégias para cumprir os objetivos europeus.
Hedegaard advertiu sobre as consequências para a Europa de manter a sua dependência de petróleo no futuro, pois esta matéria-prima irá alcançar preços de “três dígitos” no futuro.
A comissária defendeu a importância da economia verde na criação de empregos e garantiu que nos últimos cinco anos esta gerou 300 mil novos postos de trabalho na União Europeia, um número que poderia chegar a 2 milhões em 2020, segundo suas estimativas.
“Dizem que os empregos verdes são os mais caros, mas onde está a prova disto? Em nível mundial, o setor dos combustíveis fósseis recebe sete vezes mais apoio que o das renováveis”, destacou Hedegaard.
A comissária exemplificou as ajudas estatais que recebem os setores pouco rentáveis, como o do carvão espanhol, onde cada posto de trabalho está subvencionado com 73 mil euros por ano. “Continuar como está até agora não sairá de graça”, advertiu a comissária.
Fonte: EFE – Disponível no G1
Europa deve reduzir suas emissões de carbono rapidamente, afirma comissária da União Europeia de Ação pelo Clima (Foto: Eduardo Carvalho/Globo Natureza)

Agências brasileiras já oferecem pacotes de turismo espacial

Você já viajou o mundo todo, conhece os quatro cantos do planeta e está sem ideias para o passeio das próximas férias? Não tem problema: procure seu agente de turismo e ele te apontará o novo destino disponível. Quer uma dica? Basta olhar para cima.
Em breve, as viagens espaciais estarão bem mais acessíveis para os turistas. A Virgin Galactic, uma empresa particular, pretende começar a lançar suas naves ainda em 2012. Inicialmente, eles saem de uma base mais humilde nos Estados Unidos; depois, passam para um espaçoporto que está sendo construído no estado do Novo México.
O preço da viagem está em US$ 200 mil – cerca de R$ 340 mil. Pode parecer caro, mas é apenas um centésimo do que o primeiro turista espacial desembolsou há pouco mais de dez anos. Em 2001, o milionário americano Dennis Tito pagou US$ 20 milhões à Rússia para passar uma semana no espaço – com direito a visita à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
O voo oferecido pela Virgin é bem mais curto, dura cerca de três horas e meia, mas também atrai os aficionados pelo espaço. A lista de espera já tem mais de 430 nomes – e inclui brasileiros. Inicialmente, os voos serão semanais, mas a tendência é que eles sejam cada vez mais frequentes.
Cientistas, sonhadores e estudiosos
Há no País duas agências parceiras da Virgin Galactic que oferecem o roteiro, ambas na cidade de São Paulo. A GSP Travel confirma que já vendeu um pacote, enquanto a Teresa Perez não passa essa informação por política da empresa.
Para Ilan Wallaph, diretor-sócio da GSP, o brasileiro é um cliente “muito desconfiado”, mas o filão vai crescer assim que as viagens se tornarem rotineiras.
“Eu acredito que, a partir do primeiro voo, o Brasil vai se tornar o mercado número um, mas antes disso as pessoas ficam receosas”, afirmou.
Tomas Perez, presidente e cofundador da Teresa Perez, concorda com esse ponto de vista.
“Os brasileiros têm um perfil mais conservador do que os norte-americanos. A viagem especial pode ser um produto consolidado para o turismo brasileiro, sim. No entanto, é preciso amadurecer a ideia de visitar o espaço”, disse o empresário.
Segundo ele, o público-alvo desse filão são “pessoas ligadas ao ramo de aviação, que viram o homem pisar na lua pela TV em 1969, cientistas, sonhadores e estudiosos”.
O voo
Os turistas viajarão a bordo da SpaceShipTwo, um planador semelhante aos ônibus espaciais que a Nasa aposentou em 2011. A nave tem capacidade para dois pilotos e seis passageiros.
Quando for lançada, a nave atingirá uma velocidade supersônica, e os passageiros sentirão forças até quatro vezes maiores do que a gravidade. Em seguida, virá o momento mais aguardado: a gravidade “zero”.
Na verdade, a gravidade não chega a zero, porque a nave ainda fica presa à Terra – é o chamado voo suborbital. Porém, para quem está a bordo, a sensação é uma ilusão de que não há gravidade. Por todas essas variações, o cliente deve passar por exames médicos antes do voo.
Essa permanência no espaço dura apenas quatro minutos – a viagem, desde a decolagem até o pouso, leva três horas e meia. O programa completo tem a duração de três dias.
“Você vê o planeta azul com o Universo preto ao fundo, mas vê só uma parte do planeta”, disse Wallaph. “Você passa quatro minutos vendo a Terra, mas o voo é eterno”, brincou.
“O valor da viagem vai além das três horas e meia no espaço. O valor está na experiência de vida, na rotina de preparação até que a viagem realmente se conclua, na experiência de ser uma das primeiras pessoas a viajar para o espaço e de poder contar história para seus familiares e amigos por toda a sua vida. Uma viagem como essa é um marco, é inesquecível por gerações”, completou Perez.
Autor: Tadeu Meniconi
Fonte: G1
SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço (Foto: Divulgação)

Agências brasileiras já oferecem pacotes de turismo espacial

Você já viajou o mundo todo, conhece os quatro cantos do planeta e está sem ideias para o passeio das próximas férias? Não tem problema: procure seu agente de turismo e ele te apontará o novo destino disponível. Quer uma dica? Basta olhar para cima.
Em breve, as viagens espaciais estarão bem mais acessíveis para os turistas. A Virgin Galactic, uma empresa particular, pretende começar a lançar suas naves ainda em 2012. Inicialmente, eles saem de uma base mais humilde nos Estados Unidos; depois, passam para um espaçoporto que está sendo construído no estado do Novo México.
O preço da viagem está em US$ 200 mil – cerca de R$ 340 mil. Pode parecer caro, mas é apenas um centésimo do que o primeiro turista espacial desembolsou há pouco mais de dez anos. Em 2001, o milionário americano Dennis Tito pagou US$ 20 milhões à Rússia para passar uma semana no espaço – com direito a visita à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
O voo oferecido pela Virgin é bem mais curto, dura cerca de três horas e meia, mas também atrai os aficionados pelo espaço. A lista de espera já tem mais de 430 nomes – e inclui brasileiros. Inicialmente, os voos serão semanais, mas a tendência é que eles sejam cada vez mais frequentes.
Cientistas, sonhadores e estudiosos
Há no País duas agências parceiras da Virgin Galactic que oferecem o roteiro, ambas na cidade de São Paulo. A GSP Travel confirma que já vendeu um pacote, enquanto a Teresa Perez não passa essa informação por política da empresa.
Para Ilan Wallaph, diretor-sócio da GSP, o brasileiro é um cliente “muito desconfiado”, mas o filão vai crescer assim que as viagens se tornarem rotineiras.
“Eu acredito que, a partir do primeiro voo, o Brasil vai se tornar o mercado número um, mas antes disso as pessoas ficam receosas”, afirmou.
Tomas Perez, presidente e cofundador da Teresa Perez, concorda com esse ponto de vista.
“Os brasileiros têm um perfil mais conservador do que os norte-americanos. A viagem especial pode ser um produto consolidado para o turismo brasileiro, sim. No entanto, é preciso amadurecer a ideia de visitar o espaço”, disse o empresário.
Segundo ele, o público-alvo desse filão são “pessoas ligadas ao ramo de aviação, que viram o homem pisar na lua pela TV em 1969, cientistas, sonhadores e estudiosos”.
O voo
Os turistas viajarão a bordo da SpaceShipTwo, um planador semelhante aos ônibus espaciais que a Nasa aposentou em 2011. A nave tem capacidade para dois pilotos e seis passageiros.
Quando for lançada, a nave atingirá uma velocidade supersônica, e os passageiros sentirão forças até quatro vezes maiores do que a gravidade. Em seguida, virá o momento mais aguardado: a gravidade “zero”.
Na verdade, a gravidade não chega a zero, porque a nave ainda fica presa à Terra – é o chamado voo suborbital. Porém, para quem está a bordo, a sensação é uma ilusão de que não há gravidade. Por todas essas variações, o cliente deve passar por exames médicos antes do voo.
Essa permanência no espaço dura apenas quatro minutos – a viagem, desde a decolagem até o pouso, leva três horas e meia. O programa completo tem a duração de três dias.
“Você vê o planeta azul com o Universo preto ao fundo, mas vê só uma parte do planeta”, disse Wallaph. “Você passa quatro minutos vendo a Terra, mas o voo é eterno”, brincou.
“O valor da viagem vai além das três horas e meia no espaço. O valor está na experiência de vida, na rotina de preparação até que a viagem realmente se conclua, na experiência de ser uma das primeiras pessoas a viajar para o espaço e de poder contar história para seus familiares e amigos por toda a sua vida. Uma viagem como essa é um marco, é inesquecível por gerações”, completou Perez.
Autor: Tadeu Meniconi
Fonte: G1
SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço (Foto: Divulgação)

Agências brasileiras já oferecem pacotes de turismo espacial

Você já viajou o mundo todo, conhece os quatro cantos do planeta e está sem ideias para o passeio das próximas férias? Não tem problema: procure seu agente de turismo e ele te apontará o novo destino disponível. Quer uma dica? Basta olhar para cima.
Em breve, as viagens espaciais estarão bem mais acessíveis para os turistas. A Virgin Galactic, uma empresa particular, pretende começar a lançar suas naves ainda em 2012. Inicialmente, eles saem de uma base mais humilde nos Estados Unidos; depois, passam para um espaçoporto que está sendo construído no estado do Novo México.
O preço da viagem está em US$ 200 mil – cerca de R$ 340 mil. Pode parecer caro, mas é apenas um centésimo do que o primeiro turista espacial desembolsou há pouco mais de dez anos. Em 2001, o milionário americano Dennis Tito pagou US$ 20 milhões à Rússia para passar uma semana no espaço – com direito a visita à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
O voo oferecido pela Virgin é bem mais curto, dura cerca de três horas e meia, mas também atrai os aficionados pelo espaço. A lista de espera já tem mais de 430 nomes – e inclui brasileiros. Inicialmente, os voos serão semanais, mas a tendência é que eles sejam cada vez mais frequentes.
Cientistas, sonhadores e estudiosos
Há no País duas agências parceiras da Virgin Galactic que oferecem o roteiro, ambas na cidade de São Paulo. A GSP Travel confirma que já vendeu um pacote, enquanto a Teresa Perez não passa essa informação por política da empresa.
Para Ilan Wallaph, diretor-sócio da GSP, o brasileiro é um cliente “muito desconfiado”, mas o filão vai crescer assim que as viagens se tornarem rotineiras.
“Eu acredito que, a partir do primeiro voo, o Brasil vai se tornar o mercado número um, mas antes disso as pessoas ficam receosas”, afirmou.
Tomas Perez, presidente e cofundador da Teresa Perez, concorda com esse ponto de vista.
“Os brasileiros têm um perfil mais conservador do que os norte-americanos. A viagem especial pode ser um produto consolidado para o turismo brasileiro, sim. No entanto, é preciso amadurecer a ideia de visitar o espaço”, disse o empresário.
Segundo ele, o público-alvo desse filão são “pessoas ligadas ao ramo de aviação, que viram o homem pisar na lua pela TV em 1969, cientistas, sonhadores e estudiosos”.
O voo
Os turistas viajarão a bordo da SpaceShipTwo, um planador semelhante aos ônibus espaciais que a Nasa aposentou em 2011. A nave tem capacidade para dois pilotos e seis passageiros.
Quando for lançada, a nave atingirá uma velocidade supersônica, e os passageiros sentirão forças até quatro vezes maiores do que a gravidade. Em seguida, virá o momento mais aguardado: a gravidade “zero”.
Na verdade, a gravidade não chega a zero, porque a nave ainda fica presa à Terra – é o chamado voo suborbital. Porém, para quem está a bordo, a sensação é uma ilusão de que não há gravidade. Por todas essas variações, o cliente deve passar por exames médicos antes do voo.
Essa permanência no espaço dura apenas quatro minutos – a viagem, desde a decolagem até o pouso, leva três horas e meia. O programa completo tem a duração de três dias.
“Você vê o planeta azul com o Universo preto ao fundo, mas vê só uma parte do planeta”, disse Wallaph. “Você passa quatro minutos vendo a Terra, mas o voo é eterno”, brincou.
“O valor da viagem vai além das três horas e meia no espaço. O valor está na experiência de vida, na rotina de preparação até que a viagem realmente se conclua, na experiência de ser uma das primeiras pessoas a viajar para o espaço e de poder contar história para seus familiares e amigos por toda a sua vida. Uma viagem como essa é um marco, é inesquecível por gerações”, completou Perez.
Autor: Tadeu Meniconi
Fonte: G1
SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço (Foto: Divulgação)